Doméstica acidentada vive em casa sem telhado


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AJUDA - A vida da empregada doméstica Marlene Bispo Rodrigues sofreu uma reviravolta há sete meses, quando ela foi atropelada no Parque do Horto. Desde então, ela anda com dificuldades e precisa de ajuda para sustentar a filha de 12 a
AJUDA - A vida da empregada doméstica Marlene Bispo Rodrigues sofreu uma reviravolta há sete meses, quando ela foi atropelada no Parque do Horto. Desde então, ela anda com dificuldades e precisa de ajuda para sustentar a filha de 12 a
Acostumada a trabalhar desde os 15 anos, quando deixou Ribeirão Corrente para viver em Franca, a empregada doméstica Marlene Bispo Rodrigues, 32, viu sua vida sofrer uma brusca mudança há sete meses quando foi vítima de um atropelamento no Parque do Horto. No acidente, ela sofreu fratura exposta na perna esquerda, o que a obriga até hoje a andar com auxílio de muletas, impedindo seu retorno ao trabalho. Sem trabalhar, ela não consegue recursos para terminar as obras em sua casa que está praticamente destelhada. Marlene pede ajuda. Ela mora com sua filha de 12 anos no Jardim Cambuí, na zona norte de Franca, e sobrevive com R$ 415 mensais do auxílio-doença que recebe do INSS, valor insuficiente para cobrir despesas com medicamentos e o sustento da casa. "Antes do acidente, eu recebia R$ 550, mas depois que fui afastada o valor abaixou e a situação ficou complicada, pois minha família não pode ajudar", disse Marlene. Com a difícil situação financeira, a doméstica não tem condições de bancar as obras de colocação do telhado de sua casa, que permanece coberta apenas pela laje de cimento. Quando chove, todos os cômodos são inundados por dezenas de goteiras, o que obriga a filha de Marlene a espalhar vários baldes pela casa para amenizar o problema. Na parte interna da residência, o reboco das paredes ainda não foi feito. No lugar das portas, lençóis dividem os pequenos cômodos. As instalações elétricas foram feitas de maneira precária. "Se alguém me ajudasse com a colocação da estrutura de madeira e das telhas a situação já ficaria bem melhor", disse Marlene. A pouca ajuda que a doméstica recebe vem de pessoas que nem a conhecem pessoalmente. "Sempre que posso mando leite e outros alimentos, pois sei que a situação das duas é bem complicada. Pode ser pouco, mas estou fazendo a minha parte", disse a aposentada Ruth Blóis Pera, que soube dos problemas vividos por Marlene através de sua empregada, que também mora no Jardim Cambuí.

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