Moradores do Jd. Luiza ficam 36 horas sem água


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IMPROVISANDO - Funcionário da Sabesp ajuda moradora do Jardim Luiza a carregar galão com água. Famílias ficaram dois dias e uma noite na ‘seca’
IMPROVISANDO - Funcionário da Sabesp ajuda moradora do Jardim Luiza a carregar galão com água. Famílias ficaram dois dias e uma noite na ‘seca’
As obras de reconstrução de uma ponte na Zona Norte da cidade deixou os moradores dos Jardins Luiza l e ll sem água por, no mínimo, 36 horas. O problema começou por volta das 8 horas de terça-feira. Até o início da noite de ontem, o abastecimento ainda não havia se normalizado. Ao todo, 1,7 mil imóveis foram afetados pelo corte no fornecimento. A Prefeitura está reconstruindo a ponte que liga os Jardins ao Parque Vicente Leporace. Por debaixo dela, passam as duas adutoras (espécie de cano largo) que levam a água até os bairros. Para que as obras possam ser realizadas no local, a Sabesp precisou desativar uma das adutoras que teve seu fluxo desviado para o outro cano na noite de segunda-feira. Já desgastada, a segunda adutora não suportou a pressão e o volume da água estourou na Avenida Nelson Japaulo. Rui Engrácia Caluz, gerente da Sabesp, disse que o rompimento da tubulação aconteceu por um descuido da empresa que não utilizou um uma válvula que reduz a pressão da água. “Essa adutora não tem o dispositivo de quebra de pressão, o que fez com que a rede viesse a romper. Tivemos que cortar o fornecimento de água”, explicou. A Sabesp fez os reparos na tubulação e providenciou a instalação do dispositivo. A execução dos serviços se estendeu por todo o dia de ontem. A previsão da empresa era que o abastecimento se normalizasse no início da madrugada. Enquanto as torneiras estavam secas, os moradores que não têm reservatório improvisaram. A dona de casa Roseli de Fátima Rita, o marido e três filhos menores recorreram à casa de parentes. “Minha cunhada tem uma chácara em Cristais. Fomos todos para lá. Como não tinha ideia de quando o abastecimento seria normalizado, trouxemos a marmita para o almoço e garrafas PET com água”. Na terça-feira, Aline Cristina Batista, grávida e com um filho de 1 ano, pediu ajuda aos vizinhos e conseguiu encher alguns galões que reservou apenas para beber. Ontem, ela não teve a mesma sorte. A água dos reservatórios acabou em praticamente todas as casas. “Estou sem cozinhar, sem lavar roupa. É complicado isso”, reclamou. Sem água para beber, a dona de casa Maria do Rosário Pereira foi uma das que pediram ajuda nos microfones da Difusora. Estava revoltada. “Nossa água acabou às 5 da manhã de terça-feira. Isso é um desacato com a população. Se a gente atrasa tem multa e se deixa de pagar eles vêm e cortam. Onde está a consideração deles com o francano?”, questionava. A falta de água não foi o único problema enfrentado pelos moradores do Luiza. Eles reclamaram do difícil contato com a Sabesp, pelo telefone 195, e da demora do caminhão-pipa em atender o bairro. Rui Engrácia negou falhas no atendimento por telefone e disse que dois caminhões foram disponibilizados.

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