Polícia instaura inquérito para apurar a morte


| Tempo de leitura: 1 min
O delegado Hélder Rodrigues, titular do 5º DP (Distrito Policial), determinou a abertura de inquérito policial para apurar a morte do travesti Robson Daniel Campos da Chagas. “Vamos tentar identificar quem aplicou o material na vítima. Sozinha, ela não conseguiria realizar o procedimento”, disse Rodrigues, acrescentando que o autor poderá ser indiciado por lesão corporal ou até homicídio. Quem prescreve, ministra ou aplica, habitualmente, qualquer substância em outra pessoa está sujeito à pena de reclusão de seis meses a dois anos. “O delito é agravado se a vítima morre”, destacou o delegado. As investigações começaram ontem. A polícia apurou que, no dia 3 de fevereiro, dia em que supostamente teria ocorrido a aplicação, Chagas chegou a sua casa acompanhado de dois colegas que não foram identificados pela família. “Saber como ocorreu a aplicação, quando, onde, quem realizou e qual tipo de silicone industrial foi usado é fundamental neste momento para traçarmos uma linha de investigação”, disse Rodrigues. Apesar de não admitir, o delegado terá dificuldades para encontrar o culpado. Segundo um colega da vítima que pediu para não ser identificado, o nome de quem aplica é guardado a sete chaves. “Neste mundo, meu bem, ninguém sabe, ninguém viu. É a lei do silêncio”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários