Quando recebi proposta para escrever semanalmente uma coluna sobre defesa do consumidor no Comércio da Franca, confesso que fiquei assustado, mas aceitei de pronto. Na semana passada, fui avisado pelo Luiz Neto – aliás, diga-se de passagem, meu maior incentivador – que estávamos chegando à centésima coluna! Uau!
Quase dois anos escrevendo; impressionante desafio para um mero advogado que nem sequer tem formação jornalística. Durante todo esse tempo vivi indignações, criticando, denunciando, ressoando a voz dos consumidores. Também registrei frustrações, minhas e de milhares de pessoas com o alinhamento de preços do álcool – foram quatro colunas sobre o tema – e, hoje, nada mudou. Recebi centenas de e-mails de leitores que sugeriram assuntos, criticaram e opinaram.
Insisto de novo, agora, no assunto dos preços de combustíveis. Primeiro, porque sei que atrai a atenção dos leitores; segundo, porque ainda tenho esperança que alguma coisa possa acontecer no sentido de frear o abuso existente.
Visitei o site www.anp.gov.br e pude constatar que em Franca foram pesquisados preços em 22 postos de combustíveis. O preço médio do álcool ao consumidor no período entre 1º/2 e 7/2/2009 era de R$ 1,34 o litro. Na distribuidora, em Ribeirão Preto, era R$ 1,11. O posto de combustível faturava, então, R$ 0,23 por litro de álcool vendido.
O impressionante aconteceu na semana seguinte, entre 8/2/2009 e 14/2/2009: o preço médio do álcool vendido ao consumidor saltou para R$ 1,44. Na distribuidora, ao contrário, o valor sofreu redução: R$ 1,10! De pasmar! O posto de combustível passou a faturar R$ 0,34 por litro! Um negócio extremamente lucrativo! Deve ser por isso que não vemos postos de combustíveis falindo ou demitindo trabalhadores frente à crise.
Ora, reduz o preço na distribuidora e o consumidor sofre um aumento de dez centavos no preço final? Honestamente, estamos fazendo papel de palhaço. O pior é que ninguém vem a público explicar os motivos do aumento no preço dos combustíveis ao consumidor e redução ao dono do posto!
É intrigante também como é essa história de um subir o valor e todos os outros acompanharem. Concorrência ao avesso? Aberração! Os postos devem isto sim, concorrer entre si para ver quem fica com lucro maior! E quem paga a conta somos nós!
É hora de dar um basta! Quem puder deixar de abastecer seu veículo ou procurar postos que vendam realmente mais barato (se é que existem), devem fazê-lo. A ANP, em seu site, divulga os preços por posto. É possível, portanto, saber onde está mais barato. Aviso aos leitores que no último fim de semana comprei álcool a R$ 1,25 na Rodovia Cândido Portinari, próximo à Polícia Rodoviária, entrada da cidade, vindo pela Portinari. Quem encontrar preço mais baixo, avise-me que publicarei aqui.
Não é possível acreditar que os postos possam vencer a força dos consumidores. A mim, não vão vencer. Peço a Deus forças para continuar escrevendo. Sei que meus leitores/consumidores merecem.
Saibam que os tenho como razão principal desta coluna. Quanto aos postos, que venham a público explicar a razão dos aumentos do realinhamento que praticam. E façamos um pacto: não paguem mais que R$ 1,25 por litro de álcool. Se agirmos assim, os preços vão cair!
ENDIVIDAMENTO MENOR
O total de famílias endividadas na cidade de São Paulo caiu de 45% em janeiro para 38% em fevereiro, menor nível registrado nos últimos cinco anos de acordo com pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Sem sombra de dúvidas, em função da crise mundial os consumidores estão mais cautelosos na hora de assumir novas dívidas. Também o crédito disponível no mercado diminuiu consideravelmente, com aumento de restrições na mesma proporção.
ABUSO NA ESCOLA
Algumas escolas têm pedido na lista de materiais escolares papel higiênico, produtos de limpeza e outros, que a escola é obrigada a ter. Essa prática é abusiva e infringe o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. Pais denunciem ao Procon! Procon, enfrente as escolas infratoras!
PARABÉNS!
Parabenizo Edward Souza e o padre José Geraldo Segantim que também atingiram a marca das cem colunas. Que Deus os continue iluminando e lhes dando a mesma força que me move a estas linhas semanais.
HEPATITE
Estudo inédito realizado pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo detectou que entre cada cem manicures avaliadas, dez são portadoras do vírus da hepatite A ou B. É estarrecedor! As pessoas devem se prevenir exigindo que os alicates sejam esterilizados corretamente, que as lixas e palitos sejam descartáveis, que as toalhas sejam de uso individual. Observe ainda a higiene do local e se a manicure lavou as mãos entre uma cliente e outra. Qualquer anormalidade, denuncie à Vigilância Sanitária: 3711-9000.
ACIDENTE
Acidentes do trânsito francano viram rotina. O ocorrido na semana passada na esquina da Avenida Doutor Ismael Alonso e Rua Ângelo Pedro foi revoltante. Até quando nossos governantes adiarão soluções para o problema? Quem será a próxima vítima?
<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1238" title="MARCOS LIMONTI/ COMERCIO DA FRANCA" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2008/12/denilson-pereira-de-carvalho.jpg?w=96" alt="MARCOS LIMONTI/ COMERCIO DA FRANCA" width="100" height="100" />
Denílson Carvalho
Advogado, ex-coordenador do Procon Franca - denilson@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.