Entre os pedidos, acupuntura e até Viagra


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Pedidos de Viagra, de hidroterapia, hidroginástica, equoterapia e acupuntura fazem parte do rol de ações judiciais movidas contra a Prefeitura. Para Alexandre Ferreira, o que ele chama de “excessos” atrapalha o fornecimento de medicamentos aos que realmente precisam. “Nós temos uma rede de reabilitação e temos condições de atender o paciente, mas ele quer ir fazer terapia com cavalo. Como o juiz defere, temos que dar esta possibilidade. Isto vai inviabilizar a compra de medicamento da rede para o nosso munícipe”. Devido ao elevado número de ações, a Prefeitura montou uma equipe para avaliar as demandas recebidas. Em determinados casos, constata que o remédio receitado é desnecessário e que pode ser trocado por outro disponível na rede. Também há situações em que o medicamento é fornecido independentemente de o juiz dar ganho de causa na ação. Segundo informações do secretário, a obrigação de fornecer medicamentos é também do governo do Estado, mas, como ele não responde dentro do prazo estabelecido, as pessoas acabam recorrendo às prefeituras, que ficam sobrecarregadas. “Esta prática vai quebrar, vai inviabilizar o sistema de fornecimento de medicamentos. Estamos chegando ao ponto de entrar na Justiça contra o Estado para que o dinheiro que gastamos com medicamentos que deviam ser fornecidos pela Secretaria Estadual seja ressarcido, já que a responsabilidade é deles também”.

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