Em duas semanas, preço do litro de álcool sobe até 10%


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<img class="alignnone" title="preço do álcool/ revista portuária" src="http://www.revistaportuaria.com.br/arquivos/noticia_121465637948662f7b8303d.jpg" alt="" width="230" height="154" /> Os motoristas de Franca que têm carros a álcool estão gastando mais com combustível desde o começo do mês. Nos postos da cidade, a alta chega a 10% (R$ 0,13 a mais por litro). Os dados fazem parte da pesquisa de preços feita pelo Procon (Órgão de Proteção ao Direito do Consumidor) nos 62 postos da cidade. Na média, o preço do litro saltou de R$ 1,34 no final de janeiro para mais de R$ 1,47. O reajuste, segundo os donos de postos e o Sincopetro (Sindicato dos Postos de Combustíveis do Estado), deve-se à entressafra da cana-de-açúcar, que diminui os estoques do produto, tornando-o mais caro. Apesar do aumento generalizado, a diferença de preços entre os postos ainda é grande, chegando a R$ 0,19. “Nossa recomendação é para que o consumidor pesquise antes de encher o tanque. A economia pode ser grande e valer o esforço”, disse o coordenador do Procon em Franca, José Antonio Guimarães. Walter Silveira, presidente do Sincopetro, disse que novos reajustes não estão descartados. “Em março, há o dissídio salarial dos frentistas, o que vai trazer mais custos aos postos. Ainda teremos que cumprir novas exigências dos órgãos de fiscalização ambiental sobre destinação adequada de resíduos, como embalagens de óleos lubrificantes. Isso também vai gerar custos. Ainda não temos certeza, mas acho difícil que os proprietários de postos consigam arcar com esses ônus sozinhos. A alternativa será repassar para os consumidores”. O reajuste médio de mais de R$ 0,10 por litro do álcool irritou os proprietários de veículos. Fausto Collic, representante comercial, roda grandes distâncias diariamente com seu automóvel, um modelo bicombustível (movido a gasolina ou álcool). Por uma questão de economia, ele prefere abastecer sempre com álcool. Para ele, o reajuste pesa bastante. “Para mim, esse aumento já está doendo. Não esperava por esse reajuste”, disse. Também descontente com o aumento, o fiscal de transportes aposentado Antonio Braga Afonso reclama. “Nós vivemos numa região cercada de usinas e pagamos caro pelo álcool. É um absurdo”.

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