Há anos aposto com aficionados pelo basquete ser o futebol o melhor meio de divulgar uma marca ou um produto em Franca. E o motivo é simples: estamos no Brasil e brasileiro gosta é de futebol. Basta que o clube esmeraldino dispute campeonatos em condições de subir e tenha um bom time. Para mim, a Veterana deveria disputar a segunda divisão tanto do Estadual quanto do Brasileiro. Assim, todos os anos teríamos o Lanchão cheio. Na Série A-1 do Estadual e na Série A do Brasileiro o time seria coadjuvante. Mas nos torneios de acesso, a Francana poderia se converter uma potência até conseguir uma estrutura eficiente.
A pesquisa feita pela empresa Datalink e publicada com exclusividade domingo pelo Comércio da Franca atesta exatamente o interesse do francano pelo futebol. A despeito do pessoal do basquete, a cidade anseia ver o esporte bretão. É nele que reside o interesse. É conclusivo saber que a maioria dos torcedores - quase 80% - acompanham o futebol profissional da Francana (54%), o futebol amador (15%) representado pela Várzea e até o futebol de salão (10,5%). O basquete tem preferência de 13,5% apenas. Mesmo com a ausência das mulheres - também sei que a inclusão delas na pesquisa fará subir este percentual - o expressivo resultado justifica aquilo que sempre soube.
Outro ponto também a ser exaltado diz respeito ao fato de que um time competitivo garantiria maior presença de torcedores no estádio. Mesmo após anos de insatisfações, o torcedor local ainda crê na magia da Francana. Isto é constatado facilmente por quem vai ao Lanchão. Nestes jogos iniciais do Paulista da Série A-3 o número de torcedores nas arquibancadas foi mesmo surpreendente. Imagina se a equipe ajudar ou se vencer três ou quatro consecutivos.
Lembro da campanha de 2002. Nunca havia visto o que vi naquele ano, pois em 1977 meu pai me proibiu de ir ao campo por medo de confusão. O time daquele ano levou as pessoas às ruas. Durante todo o campeonato o público só aumentou. Nas partidas finais fez a cidade se pintar de verde. Vi meninas se dizendo Francana em filas de supermercados, na Praça Nossa Senhora da Conceição. Este é o melhor exemplo da força deste esporte na cidade.
Raphael Ferreira Filho, da Datalink, está certo. O basquete tem um trabalho muito bom em Franca. Já provou isto. Está arraigado na cultura do município com mente vencedora e forjada em vitórias impossíveis. Isto garante posição de destaque ao esporte na preferência o francano. Mas eu sou brasileiro e quero ver futebol. Quem sabe os dirigentes ainda ajudem ...
SAN SIRO
O melhor duelo entre times “brasileiros” no fim de semana não aconteceu no Brasil, mas sim na Itália. Milan e Inter no Estádio Giuseppe Meazza, foi mais que uma partida de futebol. Quem viu assistiu a uma obra de arte. De um lado a eficiência do goleiro Júlio César, do lateral Maicon e do atacante Adriano. Do outro, a magia do meia Ronaldinho Gaúcho e o esplendor de Alexandre Pato. Só faltou Kaká. Mas nem isso afetou o desempenho incrível dos jogadores. Defesas espetaculares, jogadas de alta técnica e atacantes autores de lances incríveis. Lembrou os velhos tempos do futebol brasileiro. O mais incrível: o clássico foi decidido por um gol de mão de Adriano. No fim: 2 a 1 para a Inter que segue atrás de outro título nacional.
SUSPENSÃO
O Imperador é mesmo marcado por feitos em grandes jogos de futebol. Adriano vive as turras na Inter, mas sempre volta com estilo. Domingo, marcou o primeiro gol do time e ajudou na vitória sobre o rival. Até aí tudo bem. O problema é que o gol foi com o braço direito e a federação do Calcio o julgará por isso. E com base nas imagens da TV. Se o gol tiver sido intencional, poderá ser suspenso por até dois jogos. Na Itália há um caso do gênero. Gilardino, da Fiorentina, foi suspenso por ter feito "intencionalmente" um gol com a mão em uma partida contra o Palermo, no primeiro turno. Para piorar, domingo foi a primeira partida de Adriano após três jogos suspenso. Motivo: ter sido flagrado pela TV aplicando um soco em um adversário.
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