O status dos estudantes em cada uma das universidades ou faculdades da cidade envolve diferentes fatores. Um deles é a república onde moram. Algumas delas tornam-se populares pelo número de integrantes, festas que promove ou tempo que duram. Há até critérios para alguém conseguir morar em uma delas. Para quem quer escolher um desses locais precisa atender a todos os requisitos.
Próximo à Universidade de Franca, a Cachorro Latiu é a mais conhecida. Moram oito rapazes, dos cursos de medicina veterinária, direito e engenharia. Para entrar é só com convite, ou seja, é preciso conhecer alguém lá de dentro. "Conhecia os outros moradores da Cachorro do dia-a-dia da faculdade", explicou Guilherme Esper, 21, aluno da medicina veterinária, há um ano na Cachorro Latiu, que completa dez anos em abril.
A FDF (Faculdade de Direito de Franca) também tem suas tradicionais. A Xakrinha possui oito moradores e existe há seis anos. “A gente dá preferência para quem é amigo. Geralmente pegamos alguns ‘bixos’ por um período até se ajeitarem”, disse Rafael Barossi, 23, de Olímpia, que terminou o direito no final de 2008. A segunda mais velha da FDF atualmente é a Litraço, criada há quatro anos. Uma badalada era a Nasa, que fechou.
Na Unesp, a Inferno é uma das que concentram mais morador por metro quadrado no mundo universitário francano. Já teve 12 estudantes e terminou o ano passado com 11. A Zé Porcão é uma das mais antigas: nove anos. Outras fazem parte da lista de baladas, como a Maria Macaca, que apesar do nome é masculina, e a Haras, criada há seis anos e só feminina. Nessas repúblicas, as vagas são cadastradas no “Adote um Bixo” e os novos moradores passam por um período de adaptação.
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