Lar doce lar


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<img class="aligncenter size-full wp-image-2107" title="Graciela de Freitas/ Foto: Tiago Brandão/ Comércio da Franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/02/se-liga-universitarios-moradias-graciela-de-freitas-12-02-2009-04.jpg" alt="SE LIGA/UNIVERSITÁRIOS/MORADIAS" width="300" height="200" /> O Se Liga! começa hoje uma série sobre o Universo Universitário de Franca. Serão assuntos voltados para quem pensa estudar ou já esteja estudando no terceiro grau. Pais interessados em conhecer o dia-a-dia dos filhos também terão informações sobre temas como comportamento, moda, profissão, balada, saúde e ciência e tecnologia voltados aos mais de 15 mil universitários locais. Seus dilemas e alegrias serão retratados até domingo. Hoje, o Se Liga! dá o primeiro passo rumo a este mundo reservado. A primeira dúvida é como montar uma república. Afinal todas as paparicagens, conforto e vantagens encontradas na casa da "mamãe" praticamente desaparecem quando alguém decide morar sozinho. Em Franca, neste período do ano um grande número de pessoas tem a dura missão de encontrar uma casa e uma "família postiça" para conviver durante anos de estudo. Só de calouros, ou melhor, “bixos”, a cidade recebe mais de mil estudantes nos mais de 53 cursos de graduação presenciais da Universidade de Franca, Unesp, Faculdade de Direito de Franca e Uni-Facef. Uma porcentagem desse total precisa encontrar uma edícula, casa, apartamento ou outro lugar que tenha um telhado para viver. Outros tantos, que já estudam, perderam suas vagas e também buscam abrigo. Nessa hora a pergunta é "como encontrar um lugar legal?" ou “como achar alguém que o santo seja compatível". Uma proposta é dada pelos centros acadêmicos. Na Unesp existe a comissão dos “bixos”, formada por estudantes. Nela, as repúblicas fazem cadastro informando quantas vagas têm disponíveis e em qual característica o estudante se encaixa: calma (dos muito estudiosos), normal (para quem tenta dosar balada e estudo) e agitada (para quem gosta de estudar, mas também quer aproveitar as festas). Neste ano cadastraram-se 30 repúblicas. No dia de inscrição a comissão já conversa com os “bixos” e apresenta as opções. Geralmente a universidade cede uma sala e ali pai não entra. "Antes o pai queria uma república calma e o filho uma agitada. Agora só aluno entra no salão para escolher o lugar", contou Caio Cândido Ferraro, o Caloi, membro da comissão do “Adote um Bixo”. É possível morar até dois meses pagando só água e luz ou até de graça. A intenção é que os calouros e veteranos tentem se adaptar uns aos outros. Na Faculdade de Direito, o novato também pode procurar integrantes da Atlética e do DA (Diretório Acadêmico). Recorrer a cartazes colocados em murais é outra opção. Todas são maneiras arriscadas, pois ninguém se conhece e será preciso paciência e compreensão para uma boa sintonia. Quem não gosta de arriscar, procura por amigos ou conhecidos da própria cidade. Vale até ajuda de pai. Mariana Penariol Morante, 20, mora há dois anos em Franca e precisava de alguém para dividir moradia. Graciela de Freitas, 21, ia se mudar para cá. As duas são de Cajobi (SP), cidade perto de Olímpia. O pai de uma amiga em comum descobriu a necessidade da dupla e tratou de apresentá-las. Mariana e Graciela, que mal se conheciam na cidade de origem, tornaram-se amigas de república. "Foi engraçado. Eu morei um ano com minha prima e no seguinte com uma vizinha de janela, que conheci nas festas. Ela voltou para a Bahia e neste ano conheci a Gra", disse Mariana, no terceiro ano de Artes Plásticas. <img class="aligncenter size-full wp-image-2106" title="Mariana Penariol Morante/ Foto: Tiago Brandão/Comércio da Franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/02/se-liga-universitarios-moradias-mariana-penariol-morante-12-02-2010.jpg" alt="se-liga-universitarios-moradias-mariana-penariol-morante-12-02-2010" width="300" height="200" />

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