Em 48 horas, duas pessoas são assassinadas em Franca


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A polícia segue sem pistas dos dois assassinatos ocorridos esta semana na cidade de Franca. Em um deles, a vítima nem sequer foi identificada, o que dificulta ainda mais o trabalho de investigação. Já no outro caso, em que o adolescente Pedro Henrique Silva Santos foi encontrado morto com o rosto desfigurado em uma mata no Jardim Pulicano, na tarde de sexta-feira, a polícia não descarta a possibilidade de um acerto com traficantes de drogas. A divisão de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) até o momento não aponta nenhum suspeito. A investigação mais complicada é a do caso em que um homem, ainda não identificado, foi morto a tiros às margens da Rodovia João Traficante, na tarde da última quarta-feira. Para a polícia, a grande dificuldade é a não identificação do corpo. “Não há registro de pessoa desaparecida que tenha as características da vítima, ninguém da família procurou a polícia ainda. Vamos aguardar os resultados das digitais”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, que no sábado foi verificar denúncias de que uma pessoa com as características da vítima havia deixado uma sacola de roupas num estabelecimento no Jardim São Luiz. “Não havia nenhum documento, somente uma calça, uma bermuda e um par de chinelos”. Uma outra equipe da DIG também trabalha com o objetivo de encontrar pistas que levem à autoria do assassinato do estudante Pedro Henrique. A vítima sofreu fraturas na mandíbula e no nariz provocadas por golpes com objeto contundente. “Pode ser barra de ferro, madeira ou pedra. Vamos conversar com familiares, mas parece que o menor discutiu com outras pessoas no bairro”, disse Murari.

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