Uma nova modalidade de furto tem tirado o sono de comerciantes e policiais. Em grupos de três a cinco pessoas, ladrões estão quebrando vitrines e portas de vidro das lojas na Avenida Major Nicácio e fazendo arrastões de furtos. Em apenas dois meses, foram registradas 11 ocorrências do tipo na avenida. Alguns estabelecimentos foram atacados mais de uma vez. A polícia ainda não identificou os bandidos que foram flagrados em pelo menos dois vídeos de circuitos internos de segurança.
Os principais alvos do bando são as lojas localizadas nos quarteirões da avenida entre a Igreja Nossa Senhora das Graças e Faculdade de Direito. Em uma mesma calçada, três lojas foram atacadas entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Os marginais agem rapidamente. Em menos de 30 segundos, furtam o que conseguem carregar e fogem a pé.
Na madrugada do dia 12 de dezembro, a comerciante Taciane Cintra, proprietária da Talike Modas na Avenida Major Nicácio, foi acordada em sua casa por funcionários da empresa de monitoramento eletrônico de sua loja. Ladrões haviam quebrado o blindex e entrado no estabelecimento. “Quando cheguei encontrei uma pedra enorme e o vidro da porta todo quebrado e o interior da loja revirado”, disse a comerciante, que, preocupada, procurou instalar câmeras em sua loja após o primeiro roubo.
Mesmo com o sistema de segurança, o estabelecimento foi atacado mais uma vez na mesma semana. Toda a ação dos marginais foi filmada, mas, até hoje, eles não foram identificados. “Eles voltaram ao local e, em menos de oito segundos, furtaram 50 peças de roupas entre calças jeans e vestidos. Um prejuízo considerável”, disse Taciane.
Os ataques foram aumentando no decorrer dos últimos meses. Em janeiro, mais três estabelecimentos foram alvos. Em uma loja de roupas infantis, foram três arrombamentos. Dois deles em menos de 24 horas. “Eles entraram na madrugada de quarta-feira, 14 de janeiro, quebrando a porta com uma pedra. Coloquei o vidro blindado durante o dia e, na madrugada seguinte, entraram novamente. Meu prejuízo foi de aproximadamente R$ 11 mil”, disse Telma Aparecida, dona da loja Tic-Tac.
Não são apenas roupas de grifes que estão na mira dos marginais. Há duas semanas, numa loja que vende aparelhos celulares, os bandidos conseguiram quebrar a vitrine, que segundo a gerente da empresa era reforçada, e levaram 13 celulares. “Foi um prejuízo de aproximadamente R$ 7 mil. Os bandidos foram filmados e as imagens passadas para a polícia, mas, até agora, não sabemos se foram presos”, disse Juliana Freitas, gerente da loja Vivo.
FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA
Para Fahin Youssef, diretor da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Franca, uma das soluções para diminuir a incidência dos furtos seria a instalação de câmeras de vigilância como as que existem no Centro da cidade. “Uma delas inclusive já está funcionando no cruzamento da Avenida Presidente Vargas com a Major Nicácio”, disse Fahin.
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Ainda segundo o diretor, ele deverá se reunir com comerciantes daquela região para apresentar um projeto de ampliação do monitoramento, que é acompanhado pela Polícia Militar. Youssef garante que a vigilância tem ajudado a diminuir os crimes na área central da cidade. “Já existe o projeto de colocar uma câmera perto do prédio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Vamos conversar com os outros comerciantes para viabilizarmos a instalação de uma outra onde estão acontecendo estes ataques”, disse Fahin.
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