A umidade em paredes e tetos é um dos problemas mais comuns que se manifestam nas edificações provocando, além de danos estéticos e deterioração de materiais, condições de insalubridade e o desconforto de quem convive no ambiente. Com a chegada do verão e suas chuvas, chegam também preocupações e dores de cabeça para quem mora em imóveis com problemas decorrentes de infiltrações. Portanto, para evitar gastos com produtos corretivos contra a umidade, o melhor a fazer é investir na prevenção.
As fortes chuvas de verão significam transtornos e trabalho extra para muita gente que mora em casa ou apartamento que tem problemas estruturais que resultam em goteiras ou umidade nas paredes e laje. Quando a chuva para, mais um agravante: é hora do cheiro de mofo tomar conta da atmosfera e de novos e incontáveis descascados surgirem nos cômodos.
A tão incômoda umidade pode se manifestar de diversas formas. Entre as principais estão as roturas de canalizações de água, esgoto ou águas pluviais, a umidade do terreno, de construção, de condensação ou de precipitação. Foi esta última modalidade que tirou a tranquilidade da professora Luciana Maria Pires, 38, por mais de três anos. Desanimada, ela preferiu mudar de casa, já que o imóvel era alugado. “Meus filhos viviam com problemas alérgicos. Não podia dar uma chuvinha que todas as paredes encharcavam. Eu me mudei para uma casa mais seca e melhor para as crianças”, disse.
Segundo a técnica em impermeabilização Tayssa Carla Lima, a situação não teria acontecido se o imóvel tivesse sido construído da maneira correta, com métodos que buscam exaustivamente evitar qualquer tipo de umidade. “A impermeabilização correta de um imóvel começa na fundação, nas vigas baldrames. Deve-se fazer a impermeabilização na massa de assentamento, na massa de revestimento e utilizar produtos impermeáveis em forma de pintura. Conforme o local e a necessidade, aplica-se uma manta asfáltica (usada em superfícies horizontais como lajes, piscinas e pisos)”, afirma Tayssa, mostrando uma gama de produtos específicos disponíveis no mercado.
Além da impermeabilização da obra, deve-se considerar também a instalação correta de calhas no telhado para que seja criado um curso para a água, evitando que as gotas respinguem nas paredes. O piso deve estar acima do solo úmido, a ventilação do ambiente deve ser ampla e o imóvel não deve receber sombra constantemente.
Mas se, como no caso do imóvel onde Luciana morou, as infiltrações e a umidade já estiverem instaladas e a melhor solução não for abandonar o imóvel, o trabalho de recuperação deve começar por um diagnóstico completo do problema, considerando o projeto, materiais utilizados, idade da edificação, sistema construtivo e outras questões fundamentais para o início da reforma.
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Feito isso, mãos à obra. Melhorias simples podem pôr fim aos vazamentos ou às falhas na impermeabilização da laje ou do telhado. “Se o diagnóstico mostrar que se trata de uma umidade ascendente, proveniente do lençol freático, oriunda da terra, o tratamento (que envolve uma mão-de-obra especializada) é feito com produtos específicos para essa finalidade”, disse a técnica, lembrando que produtos utilizados abundantemente no passado se tornaram obsoletos.
“Hoje na impermeabilização não se utiliza cal, é incorreto. Utilizam-se produtos como cimento, areia e hidrofugante somado a adesivo. É o que chamamos de reboco impermeável e o que resolve o problema. Depois, utilizam-se outros dois produtos de pintura”.
Segundo a especialista, os gastam ficam, em média, em R$ 70 o metro quadrado, incluindo a mão-de-obra.
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