O 1º Congresso do Comam (Consórcio dos Municípios da Alta Mogiana), realizado ontem em Franca, contou com a presença de 23 prefeitos. Além dos que administram cidades da região, o evento atraiu administradores de municípios mais distantes, como Serrana e Cravinhos. Não que todos tenham cumprido o cronograma na íntegra: houve quem chegou atrasado e outros que foram embora logo após a abertura. Quem ficou aproveitou para fazer contatos com os outros prefeitos e pedidos aos deputados federais e estaduais.
O prefeito de Ituverava, Mário Matsubara (PSDB), foi convidado a mostrar projetos sociais bem-sucedidos implantados naquela cidade. Sua mulher, Delfina Matsubara, palestrou sobre o tema. “Fiquei muito feliz de terem escolhido minha cidade para expor os projetos que estão dando certo”, disse, ressaltando o número de participantes que conheceram a iniciativa. “Antigamente, quando havia essas reuniões, vinham um ou dois deputados. Hoje são quase 30 prefeitos, inclusive da região de Ribeirão Preto”.
O prefeito de Itirapuã, Marcos Henrique Alves (PSDB), aproveitou a hora do intervalo para pedir a intervenção do deputado federal Duarte Nogueira em uma solicitação sua ao governo federal. “Conversei com ele sobre um pedido de verba que encaminhei ao Ministério da Agricultura no valor de R$ 100 mil para comprar máquinas agrícolas para a Associação dos Produtores Rurais”, disse.
Já os prefeitos de Cristais Paulista, Hélio Kondo (PMDB), e de Buritizal, Agliberto Gonçalves (PSDB), estavam focados no evento. Disseram que suas solicitações são feitas constantemente aos deputados da região. “O encontro é bom para que conheçamos os novos prefeitos eleitos no ano passado”, disse Kondo. “Com a união, a força é maior”, completou Gonçalves.
DESPEDIDA
O Congresso dos Municípios marcou a despedida do presidente do Comam, João Baptista Matheus, que deixou, em janeiro, a prefeitura de Santo Antônio da Alegria e, no próximo dia 6, passará o cargo. A escolha do novo presidente será realizada na Câmara de Vereadores de Franca.
Baptista não falou muito sobre sua saída. Preferiu enaltecer a importância do congresso. “É um centro de discussões, uma oportunidade de expor projetos e discutir problemas. Se não juntarmos nossa força para fazer reivindicações aos governos, tudo ficará mais difícil”, disse.
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