Adolescente é encontrado morto em pasto no Pulicano


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NO MEIO DO PASTO - Policiais e populares olham corpo no caixão; ele foi removido cerca de duas horas depois de encontrado
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O estudante Pedro Henrique Silva Santos, 17, que residia no Jardim Pulicano, desaparecido deste o fim da noite de terça-feira, foi encontrado morto no início da tarde de ontem. O corpo estava em um pasto, ao lado de uma mata, entre o Pulicano e o Jardim Palmeiras, a pouco mais de 200 metros da Avenida Universal do Reino de Deus. Jogado sob um pequeno arbusto, o corpo não apresentava sinais de lesões do pescoço aos pés, mas tinha o rosto desfigurado e tomado por bigatos. A identificação foi feita por familiares através das vestes, cabelo, porte físico e de uma tatuagem no braço. A causa da morte foi divulgada pela polícia por volta das 18 horas. O delegado Hélder Rodrigues, do 5º DP (Distrito Policial), após ouvir os médicos legistas que realizaram a autopsia, declarou que o estudante foi assassinado com golpes no rosto. "A vítima apresentava fraturas na mandíbula e no nariz provocadas por golpes com objeto contundente, que pode ser barra de ferro, pedaço de madeira e até mesmo pedra", disse Rodrigues. Com a confirmação de morte violenta, o caso passa para a divisão de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O sapateiro Luís Antônio Soares, 56, morador no Pulicano, foi quem encontrou o corpo pouco depois das 13 horas. "Eu estava procurando latas pra tampar goteiras na minha casa e vi uma pessoa deitada", disse Soares, que, a princípio, pensou ser alguém que estivesse dormindo. Ao chegar perto, notou algo no rosto. "Estava cheio de bicho". O sapateiro chamou o filho e um vizinho para ver e, após constatar que a pessoa estava morta, ligou para a PM. A notícia do encontro do cadáver se espalhou pelo bairro e, menos de uma hora depois, familiares e amigos confirmaram que se tratava do estudante Pedro Henrique Santos, cujo desaparecimento havia sido registrado pela polícia na noite de quinta-feira pela mãe, a auxiliar de cozinha Maria Lúcia da Silva, 47. Em seu depoimento no Plantão Policial, a auxiliar disse que, na noite de terça-feira, o filho saiu de casa e não foi mais visto. A mulher confirmou que Pedro Henrique era usuário de entorpecentes, que já havia sido abordado várias vezes pela polícia, mas que nunca foi preso. Uma vizinha que pediu para não ser identificada, disse que há poucos dias estava em um ponto de ônibus e viu "meninos" discutindo com o estudante. "Um deles falou `me aguarde, viu moleque, vou te matar`. Depois fiquei sabendo que ele estava devendo uma droga", relatou a mulher ao Comércio, chorando, sem entrar em maiores detalhes. O delegado Rodrigues, que ao lado do investigador Edinho esteve no local do encontro do cadáver, ouviu, informalmente, várias pessoas, entre elas parentes, vizinhos e amigos. "Pelo que apuramos, preliminarmente, tudo indica que a vítima tenha sido morta em razão de dívidas com o tráfico de drogas, já que a própria mãe disse que ele era usuário contumaz e uma pessoa testemunhou ameaças". [FOTO2] VIDA PRÓPRIA Pedro Henrique vivia com os avôs, a mãe e um irmão. Estudava no Jardim Zelinda. A avó Carmelita da Conceição, 74, relatou que o neto era uma pessoa boa, mas há cerca de quatro anos começou a mudar o comportamento. "A gente ia falar alguma coisa, ele reclamava, dizia que sabia se virar". O estudante dormia em uma edícula nos fundos da residência da família e não daria satisfações de sua vida a ninguém, a não ser para colegas que o procuravam constantemente. "Ele levava uma vida própria e acabou deste jeito", disse Carmelita, que desconhecia o fato do estudante usar drogas, porque a filha procurou poupá-la.

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