Procura por seguro-desemprego bate recorde


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Em média 200 trabalhadores procuram diariamente a Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Franca para pedir o seguro-desemprego. Só em janeiro, foram registrados 4.156 pedidos do benefício, número 40% maior que no mesmo período do ano passado. A maioria (cerca de 75%) é de ex-funcionários da indústria calçadista. A procura recorde reflete a perda de mais de 11 mil vagas na cidade em dezembro do ano passado segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Há 20 anos trabalhando no Ministério do Trabalho, o chefe do setor de emprego do órgão em Franca, Marco Antônio Penna Barbosa, disse nunca ter visto uma procura tão grande. “Em novembro, atendíamos os trabalhadores no mesmo dia, mas a demanda foi crescendo de tal forma que hoje quem chega para dar entrada no seguro recebe uma senha para ser atendido só daqui a oito dias”, afirmou. Esta semana uma notícia trouxe alento a trabalhadores desempregados. O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) aprovou uma medida ampliando para até duas parcelas a mais o seguro-desemprego de quem foi demitido a partir do dia 1º de dezembro (veja no quadro ao lado). A medida só deve valer para os setores mais afetados pela recente onda de demissões. Entre eles, os que teriam relação direta com a região de Franca seriam os de borracha e couros; têxtil e de vestuário; de calçados e da agricultura. A gerência regional ainda não foi comunicada oficialmente da mudança, mas Barbosa afirmou que quem tiver direito a receber não deve se preocupar. “O procedimento aqui continua o mesmo, caso haja alguma alteração será feita automaticamente. O trabalhador vai saber se terá ou não parcelas extras na hora do saque”, disse. MAIS TEMPO Sem saber detalhes sobre a ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego, quem já protocolou o pedido do benefício e vai receber os pagamentos extras diz que o aumento será bem vindo. A costureira Egiana Cintra da Silva, 36, diz que agora terá mais tempo para encontrar um novo emprego. “Já estou procurando há algum tempo, mas o mercado está difícil”, disse. Egiana foi demitida há dois meses da fábrica de lingerie onde trabalhou por quase dois anos, entrou com o pedido de seguro-desemprego e em janeiro recebeu a primeira parcela de R$ 500. “Não é muito, mas ajuda a pagar as contas em casa”. A situação é a mesma para o borracheiro Ademir Borges Batista, 23, que mora com as irmãs, a mulher e o filho de apenas 2 anos. Ele foi demitido no dia de Natal da fábrica em que trabalhou por 14 meses. “Estou torcendo para receber as parcelas a mais. Qualquer dinheiro extra ajuda”. Ele espera receber pelo menos seis parcelas de aproximadamente R$ 560, uma a mais do que receberia antes da mudança anunciada pelo Ministério.

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