O atropelamento do aposentado José Comparini Sobrinho levou comerciantes, funcionários de estabelecimentos e moradores das imediações do cruzamento da Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso com a Rua Ângelo Pedro a realizar um protesto contra a “falta de respeito à sinalização” e para reivindicar a instalação de um semáforo no local.
Latas, armações de ferro e até carros atravessados nas vias públicas interromperam o trânsito na pista da Alonso y Alonso, sentido bairro/Centro. A enfermeira Marlene Domenes, 51, que trabalha em uma clínica de vacinas, foi uma das organizadoras da manifestação. Há dez anos convivendo com o problema, ela diz que acidentes são comuns no cruzamento. “Todo dia tem alguém no chão”.
O vendedor Marcos Roberto de Lima, 36, morador do Jardim Noêmia, trabalha há 11 meses em uma loja na esquina do cruzamento. Além de presenciar acidentes, ele também já foi vítima. “Eu também fui ‘atropelado’ há 20 dias neste mesmo cruzamento por um motorista que não respeitou o sinal de pare”, disse o vendedor que estava em sua moto quando foi atingido por um carro. Lima foi outro dos organizadores. “A cada momento é uma freada. Muitos não respeitam o pare”.
O vendedor salientou a necessidade de instalar um semáforo no local e deu prazo para a realização da obra: 15 dias. “Caso contrário, ocorrerão novos protestos”.
O protesto começou por volta das 11 horas e terminou cerca de 50 minutos depois da chegada do secretário adjunto da Secretaria de Segurança, José Paschoal Ribeiro, que se comprometeu a receber uma comissão hoje, às 9 horas na Prefeitura, para tratar da instalação do semáforo. A PM acompanhou o movimento, organizou o trânsito e classificou o ato como pacífico. Não houve registro de ocorrências.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.