Taco na mão, 15 bolas coloridas e uma branca, mesa forrada com tecido (sempre) verde, mira certeira e, claro, um pouco de sorte. Tais elementos fazem parte da rotina de quem tem o hábito de jogar sinuca. O jogo tem conquistado novos adeptos a cada ano em Franca e vem se tornando uma opção de lazer e balada para muitos jovens. Seja durante a semana ou aos sábados e domingos, não importa. Bares, clubes e salões de sinuca estão sempre movimentados. Tanto que alguns deles registram, de um ano para cá, o dobro de clientes nas mesas.
Em Franca, há inúmeros locais que dispõem de mesas de sinuca. Duas casas são específicas para o jogo, as outras adaptam o jogo ao ambiente de bar, onde servem bebidas e petiscos. Outro atrativo é que para jogar sinuca não é preciso gastar muito. As fichas custam em média R$ 1. O público é variado e os jovens são constantemente vistos em volta das mesas.
O gerente de um bar localizado no Parque Universitário há 15 anos - e considerado um dos points mais movimentados da cidade -, disse que a clientela é tanta que as 11 mesas disponíveis já não são suficientes. "Por causa do aumento de frequentadores instalamos mais mesas. Agora o espaço está apertado de novo. Independente de quantas mesas colocarmos, sempre ficará cheio", disse Hugo Polo.
Nos dias mais movimentados, muitos locais, que antes vendiam em média cem fichas por dia, hoje vendem 200. "Aqui o público maior é de universitários e nas quintas e sextas-feiras, dias de maior movimento, vendemos mais de 150".
Especialista em sinuca tanto na comercialização do jogo como na prática - já foi campeão brasileiro duas vezes - Miguel Costa Filho, o "Miguelzinho", tem duas casas de sinuca. O movimento é tanto que ele não soube dizer quantas fichas vende por dia nas mais de 35 mesas que disponibiliza aos seus clientes, uma na Avenida Brasil e outra na Doutor Ismael Alonso Y Alonso.
Mas Miguelzinho afirmou que o movimento de clientes vem aumentando gradativamente ao longo dos últimos anos. "Trabalho com a sinuca em Franca há sete anos. Cada vez mais, o público jovem aumenta, principalmente o feminino", disse. Um dos motivos para o aumento no número de adeptos, segundo ele, é que as pessoas estão perdendo o preconceito com a sinuca. "Elas estão descobrindo que é um ambiente de lazer, sadio, sem apostas e ótima opção para os jovens se divertirem", revelou.
E foi esse entretenimento que atraiu o casal de namorados e estudantes Laira Coimbra, 20, e Anderson Rodrigues, 21. Entre uma aula vaga e outra, fazem questão de ir ao bar localizado em frente à universidade para jogar sinuca. O local tem virado point de universitários. "Toda semana aproveitamos para fazer um lanche e já jogamos juntos. É bem divertido e fica cheio de gente aqui", disse Laira.
A estudante de química Angélica Patrícia Michigami, 19, aprendeu com o pai a jogar e adora frequentar bares que tenham mesas de sinuca. "Ele me ensinou as táticas do jogo e eu gostei. Adoro sentar na mesa, ficar com os amigos e, claro dar uma jogada", disse.
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