Depois de levados para a usina, os materiais recicláveis são processados e vendidos. Os recursos obtidos são divididos entre a Pastoral do Menor (40%) e os integrantes da Cooperfran (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Franca), que ficam com 60% do arrecadado.
Atualmente, são 32 cantadores. Eles recebem de R$ 400 a R$ 500 por mês. Em fevereiro, com o fechamento temporário da usina, não terão salário. A compensação oferecida pela Prefeitura deverá ser uma cesta básica.
Mesmo com a perda de receita, não há reclamações. "A gente estava trabalhando muito precariamente e o pessoal estava até correndo risco de vida. A instalação elétrica entrava em curto todos os dias. O assoalho da esteira estava todo podre. Há muito material inflamável aqui e é perigoso. Por isto pedimos à Prefeitura que fizesse a reforma", disse Sueli Maria Rangel, secretária da cooperativa.
Para ela, a reforma reduzirá o orçamento dos catadores por um período, mas a perda poderá ser recuperada. "Vamos poder trabalhar em segurança e deveremos aumentar nossos ganhos", afirmou.
A Pastoral do Menor também não viu problema em não receber os recursos por conta da reforma na usina de reciclagem. De acordo com o padre Ovídio Alves de Andrade, responsável pela pastoral, a reforma era uma reivindicação da própria igreja.
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