A Prefeitura justifica a colocação dos recicláveis junto do lixo comum no aterro sanitário com obras que estariam sendo realizadas na usina de reciclagem da cidade. Sem a usina, o aterro sanitário seria a única opção para dispor os materiais.
A informação oficial é de que as obras começaram no dia 26 de janeiro e que devem estar concluídas até o fim deste mês.
Na manhã de ontem, a reportagem foi conferir o andamento dos serviços na usina, que fica no interior da sede da empresa responsável pela coleta de lixo na cidade, a Colifran. Não conseguiu.
Um porteiro se aproximou e pediu que repórter e fotógrafos aguardassem do lado de fora. Disse que tinha ordem para fazer isso. "Me falaram: se chegar reportagem, não deixe entrar, não". Fechou o portão e telefonou para um superior avisando sobre a presença do Comércio.
Quinze minutos depois, com o portão ainda fechado, dirigiu-se ao repórter e colocou um ponto final na questão. “(Para entrar) só com um ofício assinado pelo (secretário de Serviços e Meio Ambiente) Ismar Tavares.” Do lado de fora, não foi possível avistar a usina.
Tavares, no fim da tarde de ontem, admitiu ter dado a ordem para que a imprensa não entrasse. “Como teve (sic) estes problemas, a gente achou melhor aguardar para ver como proceder. É só para não tumultuar muito. Amanhã (hoje) vocês podem ir lá.”
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