Uma pesquisa realizada pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef - Centro Universitário de Franca -, entre 3 e 6 de fevereiro, concluiu que os usuários do transporte público na cidade estão, em sua maioria, satisfeitos com o serviço oferecido. Quase 70 % dos entrevistados o classificaram como bom ou excelente. Outros 6% não estão satisfeitos.
A pesquisa foi encomendada e paga pela Prefeitura. O objetivo era avaliar a opinião da população e tomar os resultados por base para estipular os critérios da próxima licitação para a área de transporte público, a ser aberta ainda este mês. Os valores pagos pelo poder público ao Ipes não foram divulgados.
Foram ouvidos durante a pesquisa 403 usuários de ônibus urbanos nas cinco regiões da cidade. O serviço foi considerado excelente por 11% dos passageiros; bom para 57%; regular para 26% e ruim para 3%, mesmo percentual dos que o consideraram péssimo. A margem de erro é de 5% para mais ou para menos.
Os ônibus disponibilizados à população foram também aprovados pelos usuários. Mais de 82% dos entrevistados consideraram a qualidade dos veículos como excelente (17%) ou boa (65%) e apenas 1% a classificaram como ruim.
Os pontos deficientes também foram abordados. De acordo com 41,9% dos entrevistados, o maior problema é a superlotação dos veículos. Os moradores do Aeroporto 3, Parque do Horto e Parque Vicente Leporace - bairros periféricos e muito populosos - são os mais insatisfeitos. Outras queixas ficaram por conta do preço da passagem, citado por 28,5%, e os horários atualmente oferecidos, alvo de críticas por 20,3%.
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O gerente-administrativo da Empresa São José, responsável pelo transporte coletivo na cidade, Celso Dias, disse que a empresa disputará a licitação e quer continuar à frente do serviço.
Classificou como “satisfatório” o resultado da pesquisa e prometeu tentar resolver os problemas apontados. “Não devemos nos acomodar diante desta situação porque há usuários que ainda têm algum tipo de insatisfação”, disse.
Dias disse que avaliará o número de ônibus e a frequência com que eles passam nos bairros, além dos horários mais problemáticos. Uma das possíveis soluções para melhorar o atendimento, segundo ele, poderá ser a colocação de carros extras nas ruas nas regiões mais complicadas.
A única questão que hoje não teria solução seria o valor da passagem (R$ 2,20). Dias disse que o excesso de gratuidades em vigor na cidade inviabiliza qualquer queda de preço. “A empresa recebe em média R$ 1,40 por passagem. Se não houvesse tanta gratuidade ou descontos, esse seria o valor da passagem na cidade”, disse.
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