Homem é morto com dois tiros em condomínio de chácaras


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JOGADO AO CHÃO - Policial militar isola área onde corpo foi encontrado; identificar vítima é a primeira providência para apurar os motivos do crime
JOGADO AO CHÃO - Policial militar isola área onde corpo foi encontrado; identificar vítima é a primeira providência para apurar os motivos do crime
Um homem foi encontrado morto com, pelo menos, dois tiros na tarde de ontem, no Residencial Jardim Canadá, localizado às margens da Rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG). A vítima, que não havia sido identificada até o fechamento desta edição, apresentava ferimentos por disparos de arma de fogo na altura do rosto e tórax. Para a polícia, isso indica que foi uma execução. A única pista é um Omega azul visto por populares deixando o local pouco antes da chegada das viaturas policiais. Eram pouco mais de 15 horas quando moradores das imediações ouviram pelo menos três estampidos. “Pensávamos que fossem bombinhas”, disse um estudante de 16 anos, que se preparava para tomar banho, quando a irmã o chamou para ver o que estava acontecendo. O jovem saiu e viu um homem caído às margens da via pública sem asfalto, sobre o mato. “Fiquei apavorado”, contou o rapaz, que se deparou com a vítima agonizando e o sangue esguichando do pescoço. A UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros foi acionada, assim como os policiais militares que estavam em patrulhamento na zona leste. Chegando ao local, os bombeiros constataram a morte. O homem moreno, de aproximadamente 1m75 de altura, cabelos crespos e aparentando ter em torno de 25 anos, trajava camiseta preta, bermuda azul e tênis branco com listras pretas e não portava documentos. Policiais da divisão de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) chegaram junto com a equipe de peritos do IC (Instituto de Criminalística). O delegado Márcio Garcia Murari, que comanda a divisão, disse que o objetivo imediato é tentar identificar o homem para dar um rumo às investigações. Murari declarou ainda que o desconhecido teria sido levado até o bairro e executado. “Moradores ouviram tiros e se depararam com a vítima agonizando, o que nos deixa a certeza de que os assassinos vieram aqui para isto (executar)”. O corpo foi removido para o IML (Instituto Médico Legal), onde, após autópsia, as impressões digitais foram colhidas e enviadas para São Paulo com o objetivo de tentar identificá-lo, caso familiares não o façam antes. Foi o segundo assassinato em menos de um ano no mesmo local. No dia 21 de fevereiro de 2008, o comerciante Severino Rodrigues, 37, que morava no Jardim Luiza, depois de parar no portão de uma chácara para, supostamente negociar a compra de couro, foi abordado por dois homens e assassinado. Em maio foi presa a filha de Severino, a sapateira Suellen Barbosa Rodrigues, 21. Segundo a Polícia Civil, ela foi a mentora do roubo que culminou com a morte do comerciante. Suellen alegou que a intenção era apenas levantar dinheiro para pagar um traficante que estaria fazendo ameaças à sua família. Outras cinco pessoas também foram presas acusadas de participações no crime.

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