Proprietária de uma loja de presentes instalada na Avenida Abrahão Brickmann, a comerciante Ângela Mello não esconde o nervosismo e a apreensão com a falta de regularização e o futuro de seu negócio.
Mãe de quatro filhos, ela depende exclusivamente da renda obtida com a loja, que foi inaugurada há quase três anos, para garantir o sustento de sua família. “Até agora, ouvi muita conversinha e ninguém chegou com uma definição. Todos nós queremos trabalhar e conviver com todo esse suspense é muito complicado”.
Mesmo sem possuir o alvará de funcionamento em mãos, Ângela já providenciou toda a documentação de sua loja, e até contratou um escritório de contabilidade para cuidar da parte burocrática da empresa. “Quero trabalhar conforme determina a lei, e estou fazendo de tudo para que isso aconteça. Agora falta a CDHU definir como serão os procedimentos, se nossa situação será legalizada ou não”.
A balconista Aline Batista Alves, que há cinco meses deixou o emprego em uma fábrica de calçados para trabalhar em uma pequena loja de produtos eletrônicos no Leporace, também aguarda ansiosamente a definição da situação. “Aqui ganho mais e trabalho perto da minha casa. Espero que o pessoal da CDHU veja quantas famílias dependem destas lojas e permitam que elas continuem funcionando”.
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