Desorganização na atribuição de aulas irrita temporários


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O primeiro dia de atribuição de aulas gerou muita reclamação por parte dos professores temporários que pretendem lecionar na rede estadual neste ano em Franca e região. As principais queixas se referiam à falta de informações sobre a disponibilidade de aulas remanescentes, a demora para o atendimento e a exigência de documentos, como diploma e histórico escolar, cuja apresentação não teria sido solicitada no site da Secretaria Estadual de Educação. A atribuição - realizada na Diretoria Regional de Ensino - começou ontem e segue até amanhã. De acordo com a Apeoesp (Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), dos 6 mil professores da rede estadual vinculados à Diretoria, 2.625 são temporários e passarão pela atribuição de aulas. A atribuição é feita pelos diretores de escolas e pela Diretoria. A Secretaria Estadual de Educação não confirmou os números. As aulas têm início previsto para a próxima segunda-feira. A professora EAM, 26, que pediu para não ser identificada por temer represálias, disse que chegou ao local às 8 horas. Três horas depois, ainda não sabia quando seria atendida. “Eles não passam nenhuma previsão se ainda tem aulas (para serem atribuídas) e quando vamos ter acesso. É uma insegurança muito grande. A gente fica esperando horas sem nenhuma previsão”. A professora RRM, 26, também estava na fila de espera. Além de reclamar sobre a incerteza das vagas, irritou-se com o fato de as instalações da Diretoria de Ensino serem desconfortáveis. “É muito cansativo ficar esperando sem ter lugar para sentar”, disse. DAG, 27, grávida de oito meses, chegou ao local às 7h30 e até as 11 horas ainda aguardava. “Participo da atribuição de aulas há três anos e sempre é essa bagunça. Isso é um desrespeito”. “Todo ano é a mesma coisa (...). Fica todo mundo misturado e esperando sem saber quanto tempo vai demorar”. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação - que não analisou os casos pontualmente - informou que “não há bagunça” e que a demora “é normal”, já que toda a documentação dos candidatos precisa ser analisada.

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