Major Manoel Claudiano Ferreira Martins, que dá nome a uma das principais ruas do Centro de Franca, foi lembrado ontem pelos seus cem anos de morte. A família, representada pela tataraneta Cleusa Irani Pereira, 62, mandou celebrar missas e promoveu uma cerimônia de orações no templo da Seicho-No-Ie (religião à qual ela pertence). Seu túmulo no Cemitério da Saudade foi reconstruído e também recebeu uma placa pelo centenário de morte.
Para Cleusa o seu tataravô teve grande importância para o desenvolvimento da cidade. Partiu dele a doação das áreas onde estão a Unesp no Centro, antigo Colégio de Lourdes, e a Catedral Nossa Senhora da Conceição. Teria ele, inclusive, ajudado o Monsenhor Rosa a construir a igreja. “Ele pediu que fosse construído um internato para meninas pobres e assim foi feito”, disse o historiador José Chiachiri Filho. Hoje a rua onde foi construído o colégio leva seu nome. “Chegaram a trocar para Floriano Peixoto. Ficou por pouco tempo. Depois voltou a se chamar Major Claudiano”. Claudiano pertencia à Guarda Nacional, daí o título de Major.
Manoel Claudiano era mineiro do distrito de Rosário, na região de Lavras, mas foi em Franca que se estabeleceu como um grande cafeicultor. Era proprietário da Fazenda Vanglória em São Tomás de Aquino (MG). “Ele veio para a cidade trabalhar, aqui ficou e casou com Maria Clara de Jesus, que era sua prima”, disse Cleusa.
Para o historiador José Chiachiri Filho, o Major “era um sujeito interessante e ajudou muita gente”. Apesar de ter sido muito rico, morreu pobre em uma casa na Rua Saldanha Marinho, aos 70 anos, vítima de problemas cardíacos. Sua decadência teria ocorrido em razões de pagamentos de indenizações a escravos. Manoel teve um único filho, Matheus Braulino, e dez netos (nove mulheres e um homem).
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