A estudante Mariana Eduarda da Silva Santos, que completaria 11 anos no dia 28, foi atropelada e morta, ontem, no Jardim Luiza I. A garota teve a bicicleta atingida por um Tracker - jipe esportivo da Chevrolet - e foi arremessada a dez metros de distância. Com traumatismo craniano e fraturas diversas, morreu na hora. Populares ficaram revoltados e tentaram linchar o motorista. Também protestaram contra a Prefeitura pela falta de segurança no local.
Mariana morava no Jardim Cambuí e chegou ao Luiza na manhã de sábado. Pretendia passar o fim de semana - e os últimos dias de férias - na residência da avó. "Ela passou na minha casa, deu um beijo no meu rosto e falou tchau. Pegou a bicicleta e foi dar um passeio", disse a tia, Flávia Claudino Rodrigues.
Eram 17h30 quando Mariana passava pela Rua Teodolino Silva, em um trecho de descida. No cruzamento com a Avenida Walter Barbosa não conseguiu parar e bateu na lateral direita do Tracker dirigido pelo calheiro GFC, 37. Foi jogada longe. Marcas de sangue deixadas no asfalto e a bicicleta despedaçada evidenciam que o choque foi violento.
"Infelizmente, quando chegamos nada mais podia ser feito por causa dos ferimentos apresentados. Ela sofreu esmagamento de crânio, múltiplas fraturas e sangrava pelo ouvido. Acredito que a morte tenha sido instantânea", relatou o soldado Paulo César, do Corpo de Bombeiros.
Em poucos minutos, uma multidão se juntou no local. Ao ver o corpo da garota estirado sobre o asfalto, moradores mais exaltados partiram para cima do motorista para linchá-lo. A Polícia Militar evitou. "Ele foi retirado do local e encaminhado para o plantão. Os populares estavam muito revoltados", contou o subtenente Della Motta.
Em depoimento ao delegado plantonista Márcio Garcia Murari, GFC disse que a estudante entrou na sua frente e que ele ainda tentou desviar. A versão foi confirmada por testemunhas. "Ela ia descendo a rua e veio com tudo. Acho que perdeu o freio da bicicleta", disse uma delas. Peritos da Polícia Científica examinaram as marcas deixadas no asfalto para apurar as causas do acidente. A investigação será conduzida pelos agentes do 5º DP.
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O corpo de Mariana Eduarda da Silva Santos está sendo velado na casa dos avós na Rua Olívio Rodrigues, 2506, Jardim Luiza. O sepultamento será realizado às 17 horas no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Santa Bárbara.
OUTRO ACIDENTE
Cerca de uma hora antes do acidente envolvendo Mariana, um outro atropelamento deixou Udemir Alves de Oliveira, 45, gravemente ferido. A vítima foi colhida por um veículo na Avenida Integração e levada pelos bombeiros para a Santa Casa, onde foram constatados traumatismo craniano e fratura em um dos braços. Até o fechamento desta edição, permanecia internado.
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