O contraponto para a satisfação com as vendas é o medo dos comerciantes da Abrahão Brickmann de ver seus estabelecimentos fechados pela Prefeitura ou pela CDHU. Os locais não poderiam ser ocupados por lojas, mas por garagens ou áreas de lazer. Para o município, eles não existem oficialmente. Logo, ninguém tem alvará.
Os lojistas sabem que estão irregulares. Muitos garantem ter procurado meios de legalizar as lojas, mas não conseguiram. “A CDHU empurra para a Prefeitura e vice-versa”, disse Eustáquio Santos, 41, dono de uma loja de presentes.
Segundo ele, nas últimas semanas tem sido comentado entre os comerciantes que a CDHU derrubará todos os pontos comerciais ilegais do Leporace. “Todo mundo está sabendo disso e preocupado. Famílias vivem destas garagens. Acho que mais de mil pessoas dependem destes comércios aqui”, disse.
A CDHU confirmou, por telefone, que há estudos em relação à situação das construções irregulares, mas que ainda não há definição. “Há um projeto para, até meados do ano, ver o que vai ser feito”, afirmou a assessoria de imprensa que, em seguida, deu um alento. “Tem uma empresa contratada para verificar como é que faz para regularizar esses empreendimentos”.
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