Um Carnaval de profissões e dedicação integral


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TRABALHO E PAIXÃO - Voluntários e remunerados trabalham dia e noite na Escola Castelo, de Batatais, para que o Carnaval 2009 seja perfeito
TRABALHO E PAIXÃO - Voluntários e remunerados trabalham dia e noite na Escola Castelo, de Batatais, para que o Carnaval 2009 seja perfeito
Engana-se quem pensa que fevereiro é apenas época de folia. Para quem quer trabalhar - de forma remunerada ou voluntária - as escolas de samba da região ocupam mão-de-obra especializada nas mais variadas áreas de atuação profissional. Entre plumas, lantejoulas, sambas e batucadas, costureiras, marceneiros, coreógrafos, pintores, historiadores e mais uma legião de trabalhadores dedicam dias e noites à produção da arte carnavalesca. Em Franca, mais de 180 pessoas (em média 30 por escola de samba) trabalham diretamente com a confecção de fantasias, adereços e alegorias e a maioria recebe por isso, segundo o presidente da Uesf (União das Escolas de Samba de Franca), Joelton Silveira. “O Carnaval está se profissionalizando mais. Temos pessoas que vão a outras cidades para aprenderem novas técnicas, mistura de cores para criar efeitos diferentes e tantas outras coisas. Trabalhando para cada escola temos mais de 30 pessoas, a maioria é remunerada”, afirmou. Positivo para quem vê no período uma oportunidade de trabalho temporário, a alta demanda de funcionários remunerados deixa as agremiações com pouco dinheiro para investir na estrutura dos desfiles. Segundo Silveira, aproximadamente 60% da verba de R$ 24,5 mil repassada para cada escola de samba é destinada ao pagamento de mão-de-obra. O presidente da Uesf disse ainda que os valores pagos aos profissionais têm grande variação e que os salários mais altos, em geral, vão para as costureiras e serralheiros, mas que, com a proximidade da folia, a maior parte dos postos de trabalho já está preenchida. Para Reginaldo Emídio, diretor da Feac (Fundação Esporte Arte e Cultura), a movimentação carnavalesca traz vantagens na criação de vagas de trabalho temporário. “Isto é algo natural. Nestes dois meses, janeiro e fevereiro, trabalhadores que se dedicam a diversas áreas - como costura -mantêm uma atividade extra”. A cidade de Batatais, que tem o Carnaval mais estruturado da região, apresenta números ainda mais expressivos: mais de 300 pessoas estão envolvidas diretamente com a produção dos desfiles carnavalescos. No entanto, ao contrário de Franca, a maior parcela da força-tarefa é voluntária. Segundo o presidente da Uesb (União das Escolas de Samba Batataenses), Gino Evair Belon, a organização do Carnaval batataense não significa apenas a realização de uma festa de apelo cultural, mas também uma oportunidade de aquecimento da economia do município, antes e durante a festa, com a geração de empregos. Entre os cerca de 300 profissionais envolvidos no trabalho de confecção das fantasias e construção de carros alegóricos, aproximadamente 30% são remuneradas pelo ofício, segundo Belon. “No mínimo 30 pessoas trabalham diretamente em cada escola de samba e, de oito a 10 são remuneradas. Esta é a média”. De fato, 30 é o número mínimo de trabalhadores em cada agremiação. A Castelo, atual campeã do Carnaval, por exemplo, sozinha, conta com mais de 180 pessoas na produção dos desfiles. Na Acadêmicos do Samba, vice-campeã, o número supera 50. Tanto em Franca como em Batatais, outras centenas de pessoas são beneficiadas com empregos indiretos em setores como o de montagem das estruturas, de segurança, de alimentação e de som. Confira na próxima página um pouco do trabalho de profissionais de Batatais no Carnaval.

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