Visão de futuro


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O mundo já não aceita acomodação ou delonga de projetos na prancheta com retardamento de ação inibindo o desenvolvimento. A dinâmica veloz de hoje, que visa melhorar a qualidade de vida das pessoas, pode amanhecer ultrapassada, com frustração para quem escolhe para si liderança política profissional, seja no Executivo ou Legislativo. O dinamismo e criatividade devem compor-se com o arrojo e diligência absolutamente necessários ao sucesso administrativo comunitário. O povo percebe e se ressente com o marasmo do poder – por ele outorgado – quando aquele, sem criatividade, deixando de enxergar novos horizontes à frente do tempo, comete o pecado de lesa-sociedade. Atualmente as mudanças se operam com celeridade. Na administração pública a não-observância da pressa com eficiência resulta em perda jamais recuperável do benefício de boa coordenação da comunicação urbana. As deficiências em áreas de lazer registradas em grandes cidades atestam a veracidade de que há urgência por administrar com olhos no futuro. As populações se multiplicam carecendo a cada dia mais de parques para prática de esportes, área de lazer, campos de futebol, quadra para ginastas, arborização adequada e crescente a oxigenar a vida. É importante ressaltar o valor dos investimentos aqui citados como retorno social: ganho e economia na saúde, combate ao consumo de drogas, diminuição natural de violência, significativos dividendos oriundos do contribuinte para a educação e qualificado espaço de lazer para idosos. Embora não se disponha em Franca de uma estatística que oriente o número de bicicletas em circulação na cidade, pode-se avaliar ser grande seu contingente a infestar as ruas com riscos para pedestres, ciclistas e veículos de maior porte. Tratando-se de cidade operária, é natural que alguns milhares de trabalhadores dela façam uso para locomoção pessoal, podendo acrescentar-se a eles os possuidores para prática esportiva. Nas tentativas feitas para chegar-se ao valor numérico de bicicletas em Franca, avaliou-se com modéstia 90 mil, número que merece análise das autoridades para implantação de medidas acauteladoras já com vistas ao futuro saneamento do setor. Como a ordenação e o controle das bicicletas são de alçada municipal, poderia nossa edilidade legislar em uma bastante reunião semanal, sobre as regras de seu cadastramento, circulação e emplacamento. A medida daria segurança contra roubo e responsabilidade ao seu dono. A legislação certamente iria exigir a visão de futuro, instrumentando as necessárias ciclovias, não só com pistas de uso esportivo, mas, especialmente, como anel de circulação do trabalhador. Este é o momento para elaboração imediata do projeto ainda que o galopante desenvolvimento já tenha chegado. Vamos colocar e tirar da prancheta o projeto. Amanhã poderá ser tarde demais. A cidade, com receita estimada para 2009 em 340 milhões e crescimento anual de 15 a 16%, aponta em 2010 um recolhimento de 400 milhões. Sabemos da multiplicação das necessidades. No entanto, em um projeto de 4 ou 5 anos para ciclovias, seria modesta a dotação exigida e gratificante seu retorno. Construir para novas gerações, criar processos de cidadania na qualidade de vida é visão de futuro. Garcia Netto Jornalista

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