Sindicato avisa: não aceitará redução


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Representantes do Sindicato dos Sapateiros e a Comissão Executiva da classe patronal voltaram a se reunir ontem para mais uma rodada de negociação salarial. Não foi desta vez que as partes chegaram a um acordo. Os trabalhadores pedem 17% de reajuste e piso de R$ 740. Os patrões oferecem 1% de reajuste e aumento de R$ 5 no piso, que é de R$ 520. “Entendemos que a proposta apresentada é muito mais uma provocação do que qualquer outra coisa”, comenta Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato. A divergência de valores é tradicional no processo de discussão entre as partes. Ribeiro acredita que um acordo possa ser fechado até a segunda quinzena de março. “Precisamos ter uma convenção coletiva que dê ao trabalhador a garantia de que ele vai ter a reposição salarial, aumento real e que vai participar dos lucros da empresa. Estamos reivindicando 17%, que é o justo, mas sabemos que é difícil conseguir isto”. Na próxima sexta-feira, será realizada assembléia para avaliar os rumos da negociação. No encontro de ontem, Paulo Afonso avisou os representantes da classe patronal que o sindicato não admite a alternativa de corte nos vencimentos, adotada por outros sindicatos em nível nacional para evitar demissões. “Em nenhuma hipótese, nós vamos concordar e defender qualquer acordo de redução de salário com a justificativa de manter empregos. Não adianta nem pautar isto, que vamos radicalizar o processo de negociação. Não vamos abrir mão de direitos.”

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