Agricultura emprega quase metade dos trabalhadores da região


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Quase metade dos trabalhadores que têm carteira assinada na região trabalha no campo. Dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), órgão ligado ao Ministério do Trabalho) revelam que 5.594 pessoas atuam na lavoura enquanto a indústria - a segunda maior empregadora -absorveu 2.672. Os números são referentes a 2007 e, apesar de confirmarem que a supremacia da agricultura em 11 cidades da região, mostram também que a quantidade de trabalhadores no campo cai a cada ano. Pedregulho é o município com maior número de trabalhadores nas lavouras. Em 2007, foram contratados 1.597 funcionários. O mesmo acontece em Ibiraci (MG) onde o que mais emprega é o café. Juntos, os cafeicultores da cidade contrataram 600 funcionários. Mas a realidade começa a mudar na região. O número de postos de trabalho na zona rural começa a cair. Um comparativo feito pela Rais entre os anos de 2006 e 2007 mostra que o campo deixou de gerar 323 vagas, uma queda de 5,45%. A mecanização é apontada como principal “culpada” por essa redução. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pedregulho, Sandro Marcos Carlo, fala sobre o assunto com preocupação. “No ano passado 60% do café do município foi colhido com máquina. O fazendeiro que tem maquinário, quando termina a colheita, aluga para outro”. Segundo ele, em um dia a máquina faz o trabalho de cem homens. A modernização no campo também não agrada a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ibiraci, Eliana dos Santos. Para ela, a população enfrenta dois problemas: a mecanização e a mão-de-obra exportada. “A maioria dos fazendeiros prefere contratar os baianos que trabalham do mesmo tanto por um preço bem mais barato”. JÁ MUDOU O município de Patrocínio Paulista perdeu 33 postos de trabalho de 2006 para 2007. Diferente da maioria das cidades da região, a agricultura perde para indústria que contratou mais de 160 pessoas em 2007. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio Paulista e Itirapuã, Heli Marques, a situação pode piorar. Marques também culpa a mecanização e o aumento da cana. “A colheita com máquina foi um péssimo negócio para os trabalhadores. Além disso tem a cana que está ocupando cada vez mais espaço”.

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