Todas as tardes a neblina é inevitável sobre as ruas estreitas e sinuosas com seus paralelepípedos e casas de madeira. Ainda que seja verão, chuva e frio se permeiam, emprestando um aspecto soturno ao lugar antigo, onde as histórias não vêm em fala, mas em imagens várias.
Há notável presença estrangeira por todos os lados, seja na arquitetura, seja na grafia das placas que indicam nomes de lugares ou na disposição dos casarios, nos grandes galpões de tijolos ocre. De repente a conversa é interrompida por apitos e frenéticas braçagens centenárias. Todos querem ver do quê se trata.
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De modo muito particular, a partir da visão do próprio repórter, a descrição acima trata de um lugar único no Brasil: a Vila de Paranapiacaba. Se você nunca ouviu falar dele, é bem possível que não entenda a dimensão de sua importância nem consiga alcançar a sensação que se tem quando o tempo começa a mudar lá pelas 15, 16 horas, e o sol da tarde dá lugar a um céu nublado, junto com um silêncio que muito antes de causar qualquer constrangimento, é de total inspiração (<a target="_blank" href="http://www.gcnturismo.wordpress.com">confira no Blog Malas Prontas</a>).
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