Desempregado bate em mãe, irmã e sobrinha no Leporace


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NEGOU ACUSAÇÕES - O acusado foi acomodado em uma sala da DDM para evitar contato com as vítimas; ele disse que não fez nada
NEGOU ACUSAÇÕES - O acusado foi acomodado em uma sala da DDM para evitar contato com as vítimas; ele disse que não fez nada
O desempregado ACB, 35, morador no Parque Vicente Leporace, foi preso em flagrante no início da tarde de ontem, com base na Lei "Maria da Penha". Ele é acusado de agredir a mãe ILB, 56; a irmã ANB, 22; uma sobrinha de 5 anos e até um cachorro. O motivo da violência: a mãe se recusou a dar dinheiro a ele para comprar cigarros. A agressão de ontem não foi a primeira sofrida pela família. A dona de casa ILB estava preparando o almoço quando seu filho chegou e lhe pediu dinheiro para comprar cigarros. "Falei que não, que ele usasse o dinheiro dele se quisesse". O desempregado não teria gostado da resposta e, segundo a mãe, começou a agredi-la. Com um soco no nariz, derrubou-a no chão. "O sangue espirrava longe", declarou. Ao ouvir os gritos de socorro da mãe, a filha de 22 anos que também estava em casa tentou ajudá-la. "Eu falei que iria chamar a polícia. Fingi que estava ligando para o 190, mas, na verdade, estava tentando falar com meu outro irmão. Foi aí que ele veio para cima de mim", conta. Ela levou socos no rosto e na cabeça. Na casa, ainda estava uma neta de IBL. Assustada, a menina de 5 anos correu para ajudar a tia e também foi agredida com socos e empurrada. Em meio à confusão, a garota de 22 anos conseguiu pegar o telefone e se trancar no banheiro, de onde ligou para a polícia pedindo socorro. Ao perceber que sua irmã estava com o aparelho telefônico, o desempregado resolveu fugir. Antes de sair, chutou o cachorro da família que estava no caminho. Os policiais militares cabo Zuliani e soldado Arcari atenderam à ocorrência. "Quando chegamos ele já não se encontrava", disse Arcari. Com base nas características do acusado, os policiais saíram em patrulhamento e o localizaram nas proximidades de uma mata. Detido, o desempregado foi conduzido à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Na presença da delegada Graziela de Lourdes David Ambrósio, ACB negou as acusações, dizendo "não ter capacidade de fazer isto". "Sou pessoa boa"`, disse o desempregado que tem passagens pela polícia por furtos e porte de entorpecentes e que se declarou ex-usuário de drogas. A delegada determinou que as vítimas passassem por exames médicos no IML (Instituto Médico Legal) e autuou o desempregado em flagrante. Graziela arbitrou R$ 310 como fiança para o desempregado responder ao inquérito em liberdade. Como não houve pagamento, o mesmo foi recolhido na Cadeia do Jardim Guanabara. VÁRIAS AGRESSÕES A dona de casa ILB reside no Leporace com o marido e três filhos, incluindo os dois que se envolveram na confusão de ontem. ACB, segundo ela, não gosta de trabalhar e já a agrediu várias vezes. Em um dos ataques, segundo a mulher, uma vizinha a salvou da morte. "Eu sempre denunciei, mas nunca desejei que ele fosse preso", disse ela, que agora quer que o desempregado saia de casa. Na DDM ela foi orientada a requerer na Justiça que o filho seja proibido de entrar na residência depois que deixar a cadeia.

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