Empresa de Franca exporta turbinas


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Trinta técnicos e engenheiros especialistas em tecnologia para geração de energia se reúnem para elaborar o projeto de uma micro central hidrelétrica. O equipamento deverá suprir o consumo de eletricidade de um pequeno povoado chileno, com 57 casas. A cena, que seria facilmente imaginada em qualquer parque tecnológico com infraestrutura necessária para instalação de empresas voltadas para a pesquisa, foi realizada em 2008 na oficina de uma fábrica instalada há 25 anos no Parque Franville, em Franca. “Produzimos cerca de 15 máquinas por mês, entre hidroturbinas e turbobombas, sempre atendendo às características do local em que será instalada”, explicou a sócia proprietária Aparecida Helena Jorge Bettarello. A empresa tem suas turbinas listadas no relatório de exportação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Só em 2008, ano considerado ruim para a empresa, foram exportados aproximadamente US$ 218 mil em equipamentos. Os principais destinos estão na América Latina: Colômbia, Chile e Argentina. Mas nem toda a produção é exportada. “No Brasil, a maioria de nossos compradores está no Estado do Mato Grosso. São agricultores e criadores de gado que precisam de uma solução para bombear água por longas distâncias sem utilizar energia elétrica”, contou. Ainda segundo Helena, os principais problemas enfrentados pela empresa para expandir as exportações são a falta de apoio do governo brasileiro e a necessidade de capacitação de representantes no exterior. “Nossos produtos são extremamente técnicos e delicados. É preciso tempo e dinheiro para formar nossa mão-de-obra. Mas ao contrário do resto do País, acreditamos que este ano iremos exportar mais”, afirmou otimista.

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