Vida de rainha: um ano de glamour


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A vendedora Valéria Aparecida da Silva, 22, começou a desfilar quando tinha 14 anos e desde então o mês de fevereiro tem sido especial para ela. Ao som do batuque de uma bateria, a jovem se transforma em uma das principais passistas da Aliados da Santa Cruz. Os anos a tornaram até madrinha da agremiação. “Sempre morei perto da Praça Castelo Branco, onde a escola realiza seus ensaios. Como meus pais permitiram, decidi investir no samba!”, disse. Valéria fez tanto sucesso que foi eleita rainha do Carnaval de Franca duas vezes. Na primeira, tinha apenas 17 anos. “Foi emocionante. Eram 18 concorrentes, todas lindas. Minha família estava na torcida e comemoramos muito naquela noite dançando e cantando pelas ruas da cidade”, contou. Em 2008 Valéria venceu novamente o concurso e foi coroada rainha pela segunda vez. “Adoro desfilar, sambar. Nunca pensei em ser modelo. Eu gosto é da folia!”, disse empolgada. Sobre as responsabilidades do reinado, a bela explica que é a corte real quem abre os desfiles da festa na cidade. A rainha, o Rei Momo e as duas princesas têm de atravessar a avenida junto com as sete escolas. São mais de três horas de atividade. “É preciso muito preparo físico, mas quando você chega perto da arquibancada e ouve aquele povo todo te aplaudindo, gritando seu nome... O cansaço desaparece. É maravilhoso”, lembrou. E o trabalho da realeza não fica restrito à semana do Carnaval. Durante o ano em que carrega a faixa e a coroa, a rainha da festa participa de vários eventos. “Já me apresentei até em casamentos de gente importante. A maioria das festas acontece até o meio do ano”`, afirmou. As aparições da corte são sempre acompanhadas pelas baterias das escolas de samba francana e o cachê pago à passista chega R$ 90. Mas o que importa mesmo é a folia.

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