Nessas cem semanas sempre procurei mostrar, em meus artigos, os detalhes do dia-a-dia. Os textos são um retrato que meus olhos fazem do mundo. As simplicidades banais, que poucos percebem a riqueza, as melhores histórias.
Não há nada o que fazer com um cronista mal-humorado. Por isso, não prego a depressão. Não de mau humor, nem de cara amarrada. Longe disso, adoro gargalhadas, bem estar. Mas a vida tem que ser levada mais a sério. É preciso coragem para enxergar os problemas que nos rodeiam. Arrancar a máscara e mostrá-los, mesmo que magoem, machuquem, mas é o dever de um colunista.
É necessário entender que o mundo evoluiu de tal maneira que tornou o homem irracional na sua mais simples expressão. Com a ganância como porta-bandeira, perdeu o respeito a si e ao próximo pelo amor maior ao dinheiro. A família de forma cautelosa vem perdendo a força e a fé. Os filhos já não respeitam os pais. A casa se tornou ponto de apoio para as pequenas necessidades e, o mundo, a residência maior.
O homem perdeu o amor, estrutura sublime e bela, perdeu o instinto de irmandade e vive na balança do quero mais, não importando o quanto de desamparo possa ocasionar. Os bandidos, a cada dia, têm mais o controle da situação. Indefeso, o cidadão que trabalha e paga seus impostos se vê à mercê da própria sorte, sem ter a quem recorrer para garantir sua segurança e de sua família. A noite se tornou lenço de fuga para a marginalidade e a família se perde por trás das grades com o constante pavor de assaltos.
O respeito ao idoso desapareceu, a ternura e atenção caíram por terra, restando solidão e a lágrima em casa de repouso. As instituições políticas sofreram uma espécie de diarréia cerebral, e a casa do povo se tornou antro de fraudes e desrespeito ao dinheiro público, deixando covas abertas para o enterro de muitos que irão morrer de doenças simples e fome.
Mesmo sabendo que tudo isto é visto e anotado pelos olhos de Deus, tentam colocar na vista uma espécie de tarja e partem para agressão ao ar, às florestas e ao próprio homem. A crença na incerteza do mundo funciona na base do álcool e drogas. O sol da família já não brilha mais como antigamente, e os pais que deviam ter o final de vida mais tranquilo, têm que retornar ao trabalho para sustentar levas de pessoas que vieram somar ao seu peso diário.
A medicina se vulgarizou, já não tem o poder do reflexo de Deus na esperança dos que sofrem. Os cemitérios aumentam, e parecem mais cidades pelo ódio constante, onde filho mata pai e irmãos, onde a agressão por heranças se tornou uma necessidade imperativa de sobrevivência. O mundo se perdeu, e junto se foram os nossos sonhos. Restam as dores.
FORMATURA
O último fim de semana foi de muita festa para dois sobrinhos queridos que se formaram pela Universidade de Franca. Patrícia Souza Lemos, a Patty, em Sistemas de Informação, e Rafael Gustavo de Souza, em Ciências da Computação. A colação de grau aconteceu quarta-feira da semana passada, no Ginásio de Esportes da Unifran. Sexta-feira aconteceu jantar no Castelinho, sob a tutela da empresa Spazio, com a animação da magnífica Banda Pantheon, um show à parte. No sábado o baile de formatura, que só terminou quando o dia começou a nascer. O salão do Castelinho ficou pequeno para tanta gente bonita. Nas duas mesas reservadas pelos sobrinhos Patty e Rafael, estavam primos, tios e os orgulhosos pais dos formandos, Joel Veloso Lemos, Maria Lúcia de Souza e Lusineti de Souza. Parabéns e sucesso, Patty e Rafael!
BATENDO NA MESMA TECLA
No tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, já se falava do déficit da Previdência, bem como se defendia a tese de que o valor das aposentadorias levaria o País à bancarrota. Por outro lado, já circulavam as notícias sobre desvios e fraudes. Por que não eliminá-los, em vez dos aposentados?
RAPIDINHA
Político indagou do estagiário: “Você quer ser um burro grande ou pequeno?”
- Quero ser do tamanho do senhor...
NEGATIVO
As autoridades que tanto se preocupam com o bem-estar da criança e do adolescente deveriam voltar suas atenções para mulheres de idades variadas, que utilizam criancinhas - muitas delas alugadas - para mendigar, de forma ostensiva, no centro de Franca. Uma delas, habituê da Praça Nossa Senhora da Conceição, com um menino no colo, tanto pratica a mendicância quanto se atira aos homens, oferecendo-se para prostituição.
POSITIVO
Os jogadores do Franca Basquete, com a experiência e pulso firme de Hélio Rubens Garcia, estão se superando nesse começo do NBB (Novo Basquete Brasil). Duas vitórias consagradoras no Estado do Espírito Santo e outra na prorrogação, na cidade de Araraquara. Com elenco reduzido e a espera de reforços, os jogadores francanos mostram raça e disposição e merecem nossos aplausos.
PAPAGAIO ESPERTO
Em um leilão havia um papagaio falante sendo ofertado. Um senhor queria muito aquela ave e a cada contraproposta ele oferecia mais. Finalmente, depois de ter dado mais do que pretendia, o “louro” era seu. Na hora de pagar, o homem disse ao leiloeiro: “Espero que esse papagaio fale, pois estou pagando muito caro”. “Não se preocupe”, disse o leiloeiro. “Ele fala e é bem esperto. Quem o senhor acha que estava dando os outros lances?”.
Edward de Souza
Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br
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