Francanos ‘emporcalham’ terrenos com 15 t de lixo por mês


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LOCAL APROPRIADO - Funcionário da Colifran trabalha no aterro de resíduos inertes na Vila Hípica. Local é um dos autorizados para receber os resíduos em Franca e registra cerca de 30 caçambas por dia
LOCAL APROPRIADO - Funcionário da Colifran trabalha no aterro de resíduos inertes na Vila Hípica. Local é um dos autorizados para receber os resíduos em Franca e registra cerca de 30 caçambas por dia
Pelo menos 15 toneladas de lixo são retiradas todos os meses de terrenos baldios de Franca. São entulhos, móveis velhos, resíduos industriais e domésticos - como restos de comida -, além de roupas velhas e animais mortos. A prática causa problemas para o dono do terreno, os vizinhos e a Prefeitura, que é obrigada a assumir a faxina dessas áreas quando os proprietários não limpam ou quando se trata de áreas públicas. O volume total de lixo jogado em lugares impróprios é superior. Parte é recolhida pelos donos das áreas. Embora não haja um dado oficial sobre o quanto representa isso, para cada dois proprietários notificados, segundo o setor municipal de fiscalização, um realiza a limpeza e evita a multa de R$ 230, além de se livrar do pagamento de R$ 2 pelo metro quadrado de limpeza feita pelo município. A autuação e a “faxina” em um terreno convencional, de 250 metros quadrados, ficam em R$ 730. O secretário de Serviços e Meio Ambiente Ismar Tavares disse que o problema é recorrente. O volume de reclamações comprova isso. Por dia, a Prefeitura recebe, em média, 30 queixas de sujeira em terrenos. “Fazemos a limpeza diária das ruas, temos coleta de lixo doméstico, industrial e reciclável na cidade inteira. Recolhemos pneus e resíduos da saúde, além de animais mortos. Não há necessidade de depositar em locais proibidos. Mas a população ainda faz isso”, disse. A cidade possui cerca de 40 mil lotes desocupados. Para o chefe do Setor de Fiscalização, Ismael Xavier, falta conscientização da comunidade. “Isso ocorre por falta de educação, de urbanidade e de cidadania das pessoas”. A população, segundo ele, é quem mais perde. Os recursos despendidos para a retirada do lixo - cerca de R$ 70 mil mensais - poderiam ser investidos em outros projetos, como instalação de áreas de lazer. [FOTO2] DE OLHO Na cidade, o problema é geral. Nos terrenos se encontra de tudo. Ontem, na Vila Regina, próximo ao Clube Castelinho, havia pedaços de tijolos com concreto, pedras, madeira, latas de tinta, papelão, sapatos e até um colchão velho. No mesmo bairro, em seis quarteirões, foram vistos outros quatro pontos com sujeira acumulada. Os vizinhos podem denunciar as pessoas que depositam os materiais em locais proibidos. Os infratores serão multados. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 3711-9408.

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