Carreira diplomática: inscrições abertas até o dia 12 de fevereiro


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Viagens internacionais, estabilidade financeira, encontros governamentais importantes e a oportunidade de fazer parte de decisões que interferem diretamente nas relações entre diferentes países. É essa a perspectiva de quem é aprovado no disputado - e difícil - concurso público do Instituto Rio Branco. O órgão, ligado ao Ministério das Relações Exteriores, que foi criado em 1945 e já formou mais de 1.250 diplomatas, está com inscrições abertas até 12 de fevereiro. Ao todo são 105 vagas. O concurso é realizado pelo Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília). Os aprovados entram para o Itamaraty, em Brasília, como terceiro-secretário, com um salário de R$ 10.906,86. Antes da atuação efetiva, passam por um curso preparatório de um ano e meio, em que discutem temas de interesse mundial, o que confere a eles um diploma de mestrado em Diplomacia. O processo de seleção é dividido em quatro fases (veja mais nesta página) e é considerado um dos mais concorridos do País, além de ter nota de corte que elimina muitos candidatos. Em 2005, a relação candidato/vaga chegou a 207, segundo dados do Instituto Rio Branco. O francano Hélio Franchini Neto sabe bem como é difícil passar. Formado em Direito pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e mestre em Ciência Política pela USP (Universidade de São Paulo), ele percorreu um longo caminho até conseguir se tornar um diplomata. Sua formação bem que ajudou durante a preparação para o processo seletivo, mas não foi fácil. No concurso em que foi um dos 23 aprovados, havia por volta de 6 mil candidatos para 50 vagas - não preenchidas totalmente por falta de candidatos hábeis. Franchini Neto chegou a fazer um curso preparatório que durou um ano e prosseguiu com aulas particulares de inglês e português, além de ter se dedicado quase que exclusivamente aos estudos. “Algumas matérias do mestrado também ajudaram muito, uma vez que havia coincidência de temas”. Na profissão há cinco anos, Hélio Franchini Neto trabalha desde dezembro de 2007 na Embaixada Brasileira em Lima, Peru, onde desempenha funções nos setores de política e imprensa, envolvido na elaboração de estudos, documentos e negociações. “O trabalho de um diplomata é representar, informar e defender seu Estado, segundo as instruções recebidas. É defendê-lo perante o governo estrangeiro, mantê-lo informado sobre o que ocorre no mundo, além de prestar assistência aos brasileiros no exterior. É preciso ressaltar, porém, que se trata de uma carreira hierárquica, de modo que essas funções em termos amplos cabem ao embaixador, que é auxiliado pelos demais diplomatas”, explica Franchini Neto, que revela ainda serem muito comuns as mudanças e viagens, mas que coquetéis e festas glamourosas são apenas mito. “Confesso que estou muito satisfeito com a opção e a recomendo muito. Quanto aos planos, fico em Lima por mais um ano e depois, bem, talvez ainda seja cedo para saber”.

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