Morre Adílson, ex-vice-campeão mundial


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O ex-pivô Robertão observa foto do Amazonas/Franca, vice-campeão mundial na década de 70: ex-jogador relembra formação com o amigo Adilson Nascimento
O ex-pivô Robertão observa foto do Amazonas/Franca, vice-campeão mundial na década de 70: ex-jogador relembra formação com o amigo Adilson Nascimento
Pouco mais de 40 dias após a morte do ex-jogador Rosa Branca, o basquete nacional perdeu mais um de seus ídolos. Adílson de Freitas Nascimento faleceu na noite de terça-feira, aos 57 anos, vítima de complicação de um câncer, contra o qual lutava há tempos. Adílson foi atleta da seleção brasileira adulta por 13 anos e durante seis temporadas vestiu a camisa do basquetebol de Franca. À época, o time era patrocinado pela Amazonas e depois pela Associação Atlética Francana. A carreira de Adílson começou no Corínthians, no final dos anos 60. Depois do Parque São Jorge, foi para Goiânia e atuou pelo Jóquei Clube e Vila Nova, onde conquistou seu primeiro título nacional em 1973. Nesta equipe também estava o ex-armador Fausto Giannecchini, que ontem lamentou a morte do companheiro de equipe. "Temos apenas sete dias de diferença de idade. Estivemos juntos em seleções juvenis e adultas desde os 17 anos. Fui um dos jogadores que mais esteve ao lado dele jogando em clubes e na Seleção Brasileira. Estamos muito tristes com sua partida", disse. Em dezembro de 1974, Adílson foi contratado pelo Amazonas/Franca. O ex-ala/pivô fez parte da "era de ouro" do esporte na cidade. Naqueles anos o time foi tricampeão paulista, ganhou três vezes o Brasileiro, outras três o Sul-americano e foi vice-campeão mundial em duas oportunidades. A equipe contava com os "Irmãos Metralha" (Hélio Rubens, Totô e Fransérgio Garcia), Robertão, Fausto, Carrarinho, José Geraldo e Gílson, entre outros. "O Adílson era meu companheiro de quarto nas viagens", afirmou o ex-pivô Robertão, que jogou com Adílson durante toda sua permanência em Franca. O técnico do Franca Basquete, Hélio Rubens Garcia, capitão da equipe nos anos 70, deu um depoimento emocionante sobre Adílson Nascimento. "O Adílson fez parte, juntamente comigo, da geração que sucedeu os bicampeões mundiais. Conquistamos diversos títulos e mantivemos o Brasil entre as principais forças do basquete mundial. Era um jogador importantíssimo para a Seleção e em especial para Franca. Foi um exemplo de esportista e de caráter. Cumpriu sua missão aqui entre nós e certamente está sendo bem recebido no plano espiritual", comentou à reportagem. Depois de deixar Franca, Adílson jogou pelo Palmeiras, Tênis Clube de Campinas, Rio Claro e Pinheiros. Encerrou a carreira em 1992, aos 40 anos. Participou de três Olimpíadas e três Mundiais com a Seleção Brasileira. Seu corpo foi enterrado ontem à tarde, em Campinas, onde residia com mulher e filhos.

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