Dona de casa diz que filha morreu em seus braços


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CENA DO CRIME - Delegado Márcio Murari e investigadores conversam na casa onde Lílian Cristina Arias foi estuprada e assassinada pouco depois do crime
CENA DO CRIME - Delegado Márcio Murari e investigadores conversam na casa onde Lílian Cristina Arias foi estuprada e assassinada pouco depois do crime
A estudante Lílian Cristina Arias, 14, estuprada e assassinada ontem, no condomínio de chácaras Vale do Sol, zona sul, morreu nos braços de sua mãe, a dona de casa Cleuza Maria Rosa. O relato foi feito pela mulher, ontem, à polícia, logo após o enterro da adolescente. Ainda em estado de choque, disse que chegou em casa e viu o acusado caído na calçada. Ao entrar, foi direto para o quarto onde estava a filha e a encontrou toda ensanguentada. Cleuza afirmou ao delegado que encontrou a garota ainda viva. “Ela me disse que a filha ainda respirava e morreu agonizando em seus braços”, afirmou o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Um laudo da Polícia Científica revelou, ainda, que o desempregado CJO, 36, primo do padrasto de Lílian que confessou tê-la estuprado e matado, tentou degolar a adolescente. CJO foi preso em flagrante e está na cadeia pública de Pedregulho. Pelas marcas encontradas no pescoço da vítima, CJO, após enfiar a faca em seu pescoço, teria friccionado o local com a lâmina, causando profundos ferimentos. “A gente acredita que realmente ele tenha tentado a degola e depois desistido. O médico legista confirmou ainda os ferimentos no tórax, no pescoço e o estupro”, disse Murari. O exame constatou ainda que a garota era virgem até então. O legista confirmou ainda, segundo Murari, que os cortes nas mãos de Lílian foram provenientes de uma tentativa de defesa. “Ela tentou proteger o corpo dos golpes com as mãos”, disse o delegado.

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