Qualquer jogador ou clube esportivo vive de ganhar e perder. Em um mesmo dia, o Vivo/Franca ficou com os dois. Ganhou o jogo contra Araraquara na prorrogação ontem no Ginásio Gigantão, por 87 a 82, pela terceira rodada do Novo Basquete Brasil, mas perdeu Helinho para as próximas partidas. O atleta saiu de quadra com suspeita de fratura no dedo indicador da mão esquerda.
Willian Drudi fez double-double. Foram 25 pontos e 12 rebotes. Matheus seguiu a mesma linha: 11 pontos e 10 assistências. Júlio Toledo, do Araraquara, foi o cestinha, 27 pontos. Na próxima rodada, o time francano folga e só volta a jogar no dia 13, contra o Brasília, no Poliesportivo.
O primeiro quarto de ontem não teve bons momentos para o Franca Basquete, apesar da equipe ter liderado o placar no início. O time arriscou só arremessos longos e poucos caíram. Araraquara pegou os rebotes e ganhou o período: 25 a 15. O segundo quarto também não foi de alegrias. Foram dois minutos sem acertar uma cesta sequer. A reação francana só aconteceu no fim do período, mas a vantagem na parcial acabou com os donos da casa: 23 a 22.
O técnico Chuí saiu para o vestiário contente. "Eu esperava uma reação maior da equipe jogando em casa. Isso aconteceu", afirmou ele. Já Hélio Rubens Garcia pediu aos seus jogadores equilíbrio. "Precisamos ter iniciativa (no ataque) e solidariedade defensiva", pediu.
A orientação do treinador francano nos vestiários foi seguida no terceiro período. O time fez 6 a 0 nos cinco primeiros minutos. O ritmo foi mantido por toda a parcial e ocasionou um vira-vira. Vitória de Franca por 21 a 7.
No último quarto, Araraquara insistiu nos arremessos. Júlio Toledo ganhou destaque nesse fundamento. Willian Drudi, Felipe e Matheus prevaleceram no time francano. O placar seguiu equilibrado até o fim e no momento decisivo, o capitão do time Helinho saiu com dor no dedo indicador da mão esquerda. Ele foi levado ao hospital com suspeita de fratura. Zezinho entrou em seu lugar e com um lance livre empatou o jogo em 73 pontos, após parcial de 18 a 15 para Araraquara.
Sem Helinho e Cauê, eliminado com cinco faltas, Hélio Rubens cobrou agilidade do time na prorrogação. O cansaço prejudicou a equipe, mas não a pontaria. Cada time acertou cestas alternadamente e o desequilíbrio foi um arremesso longo e certeiro de Matheus. Felipe também deixou seu tiro de longa distância a oito segundos do término e a prorrogação foi vencida por Franca: 11 a 7. "O conceito de não desanimar valeu", comemorou o treinador francano que conquistou a vitória por 87 a 82. O confronto de Cauê Borges com o pai Chuí foi adiado, já que o ala ficou no banco.
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