As chuvas que não dão trégua têm mexido no bolso das donas de casa. Os consumidores mais atentos já perceberam a alta no preço de verduras e frutos. O aumento médio desde janeiro foi de 35%. As águas atrapalham a produção e colheita. Com a falta dos alimentos no mercado, os preços sobem. No primeiro mês de 2009, choveu em Franca 348 milímetros, 47 milímetros a mais que a média histórica registrada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Os principais vilões na hora das compras são o jiló, a batata e o tomate. Abobrinha, chuchu, cenoura e alface também estão mais caros. No posto da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) em Franca, o valor da caixa de 18 quilos de jiló praticamente dobrou nas últimas semanas. Antes os revendedores pagavam R$ 18 e agora compram a R$ 32 a caixa.
Para a dona de casa, o preço médio cobrado pelo quilo do jiló subiu de R$ 2,43 para R$ 3,46, 42% a mais (veja quadro). “Quando chove muito ou faz frio, diminui a produção porque esse clima retarda o crescimento do alimento. Quanto mais chuva, mais prejuízo”, disse Giovani Dominici, gerente operacional do entreposto.
A caixa de tomate era vendida a R$ 30 e está por R$ 45. “É um produto muito perecível. O tempo úmido provoca muitas perdas e prejudica a qualidade do tomate. Além disso, compramos de produtores de fora e o frete encarece mais ainda.”
As chuvas interferem no cultivo da batata e da cenoura, que nascem debaixo da terra. Com a lama formada, não é possível passar com os caminhões para a colheita. As folhagens são outros alimentos que sofrem a interferência do clima, pois a alta umidade favorece a proliferação de fungos que causam a perda delas. O maço de alface está 26% mais caro e custa cerca de R$ 2. “Verduras e legumes não gostam de muita chuva”, disse Possidônio Zero, 66, feirante há 36 anos.
<b>SOBE E DESCE</b>
A dica para os clientes é ficarem atentos à oscilação dos preços. “O nosso produto é muito influenciado pelo clima. Na semana que está bom, o preço cai. Quando está ruim e chovendo muito, o preço sobe”, disse Possidônio.
Depois de observar os valores, as donas de casa devem atentar às possibilidades de mudar o cardápio. Fazendo assim a enfermeira aposentada Marinês Ferraro, 58, economiza. “Percebi que a cenoura, tomate e as folhas estão mais caros. Faço substituições. Escolho os que estão com preço melhor e não estragam facilmente”, disse ela, que troca a batata pela mandioca, por exemplo.
<b>PREVISÃO</b>
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