A estudante Lílian Cristina Arias, 14, que residia em uma chácara do Condomínio Vale do Sol, próximo ao Aeroporto de Franca, na zona sul, foi estuprada e morta a facadas na manhã de ontem no interior do seu quarto. O desempregado CJO, 36, que é primo do padrasto da vítima e estava hospedado na casa da família, confessou a barbárie e foi preso em flagrante.
A mãe de Lílian, a cozinheira Cleuza Maria Rosa, e seu marido, o caseiro José Jorge de Souza, 49, deixaram a chácara, que pertence a um médico de Franca, às 7h30. Cleuza tinha consulta marcada em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Aeroporto. Disseram ter ficado ausentes por cerca de 45 minutos. Sozinho com a garota, CJO cometeu o crime.
Para a polícia, ao se ver sozinho com a adolescente, o desempregado a agarrou e a estuprou. Em dado momento, Lílian teria se livrado e reagido, após se armar com uma faca, ferindo o desempregado nas mãos e na perna esquerda. CJO, então, teria se apoderado de outra faca e agredido a vítima com pelo menos cinco facadas no pescoço, tórax e mãos. Ela morreu sobre sua cama. Um laudo pericial vai apurar se Lílian foi morta no quarto ou levada para lá após ser esfaqueada.
O crime foi descoberto no retorno do casal, por volta de 8h15. O caseiro disse ter visto, logo ao chegar, CJO caído na entrada da chácara, ferido nas mãos e nas pernas. “Eu pensei que alguém o tivesse agredido”, afirmou.
Ao entrar na casa, avistaram sangue na sala. Foram ao quarto de Lílian, onde a encontraram já morta sobre a cama, com as pernas abertas, a saia e a calcinha que usava abaixadas. O desespero tomou conta do casal. Seus gritos chamaram a atenção de vizinhos, que acionaram a polícia.
Mesmo após a chegada da PM, o desempregado permanecia deitado na entrada da residência. Foi socorrido pelo Resgate do Corpo de Bombeiros para a Santa Casa de Franca. No local, foi interrogado pelo delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Márcio Murari, e confessou o crime.
Para justificar o ato, CJO, que já havia se hospedado na casa da família outras vezes, disse que mantinha “um caso” com Lílian e que ela teria dito que não queria mais saber dele. Revoltado, teria decidido matar a adolescente dizendo que “ela não seria de mais ninguém”.
Murari não acreditou em sua versão. “As provas colhidas indicam o contrário. Ele aproveitou a ausência dos familiares para atacar a menina, manteve relação sexual e a matou”, disse o delegado, que autuou Olímpio em flagrante por homcídio e estupro e o encaminhou para a cadeia de Pedregulho.
Lílian está sendo velada no salão São Vicente de Paulo e será sepultada às 11 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com trabalhos da Funerária São Francisco.
<i>Ouça abaixo a entrevista exclusiva com o padrastro de Lílian feita pelo repórter Barros Filho</i>:
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<b>MUITAS MORTES</b>
Além do assassinato de Lílian, a polícia registrou oito mortes violentas em Franca e cidades da região entre as noites de sábado e ontem. As causas foram variadas: assassinatos, latrocínio, acidentes de trânsito e queda acidental.
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