‘Cadeia para os donos’


| Tempo de leitura: 3 min
Por que as autoridades não conseguem impedir a proliferação dessas feras fantasiadas de cachorros? Será que é algum tipo de status criar um bicho destes dentro de casa? Acho que se Freud tentasse uma explicação, diria que os medrosos têm mania de colecionar feras para se sentirem poderosos. Na atualidade nos escondemos atrás de cercas elétricas, câmeras escondidas e alarmes. O medo parece que toma conta da população. Ainda assim, continuo entendendo que colocar um pitbull dentro de casa é dar muita chance ao azar e colocar tanto a sua vida quanto a do próximo em perigo. Valentim Miron Franca - SP ***** Se eu conheço leis, ando com um pitbull na rua e alguém me cobra focinheira, posso dizer que o cão é um staffordshire bull terrier ou um american staffordshire, raças que não estão proibidas de andarem sem o acessório. As leis, portanto, são falhas e têm brechas. Deveriam, isto sim, serem direcionadas aos proprietários! Enquanto não houver cadeia para eles, a criação indiscriminada continuará acontecendo. De mais a mais, colocar focinheira no cão não tem resolvido nada. Os ataques sempre acontecem nas próprias casas, presentes os próprios donos e pessoas que estiverem próximas à residência do animal. Fiz uma pesquisa no site do Comércio da Franca e vi que, em todos os ataques, nenhum dos cães estava passeando na rua. Simplesmente saíram pelo portão, atacaram alguém e de “sobremesa” morderam o dono. Aí, o proprietário, com todo o cinismo do mundo dá o seu parecer: “Era um cão tão bonzinho”, ou “Nunca demonstrou tal comportamento”. Uma ova! Tenho dito sempre que o dono não reconhece os sinais de um futuro agressivo em seu próprio cão e sim, interpreta qualquer desvio como sentimento humano (ciúme, carência). Na verdade, o cão esta avisando: “Vou fazer um estrago qualquer hora”. Me lembro de um senhor – que acabou morrendo – atacado no Jardim Francano por um pitbull de um pitboy irresponsável. Tudo virou pizza de ração (sic). Anos se passaram e o pitboy está por aí, feliz da vida porque o processo não deu em nada. A família do idoso continua desolada, triste, exemplo de outra família que não contou em nada com a Justiça. Já, já este novo caso cairá no esquecimento e continuaremos vendo no jornal pitbulls sendo vendidos a R$ 50 ou trocados por sacos de cimento. Precisamos iniciar um movimento para atacar sem trégua os proprietários irresponsáveis, fazendo doer no bolso e na liberdade deles a inconsequência que continuam a praticar. Tentar exterminar a raça também não adiantaria, pois basta cruzá-los com outra e surgirá uma nova raça, que também tomará conta da mídia assim como já aconteceu com o doberman, akita, fila, rottweiller. Não estou aqui para defender raças. Sou um profissional e dou minha opinião sem demagogia. Acho que o controle e a proibição do comércio indiscriminado seria algo que daria resultado, mas como fiscalizar? Ainda assim, espero que algo seja feito contra os proprietários. Assim que alguém for punido severamente e servir de exemplo, as pessoas pensarão mil vezes antes de possuir um cão de guarda.... Adoniram Thomaz - Dino Adestrador Franca - SP

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários