Delegado move vários processos contra o jornal e seus profissionais


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O delegado José Carlos de Oliveira tem um histórico de relação tenso com o Grupo Corrêa Neves de Comunicação (GCN) e seus profissionais. Em mais de uma ocasião, intimidou ou tentou intimar os jornalistas que trabalham para os veículos associados ao GCN, limitando ou dificultando quem pudesse ter acesso a informações e fatos que compõem a atividade jornalística. Não raro o delegado retém boletins de ocorrência e impede o acesso de repórteres ao interior da delegacia. Seu comportamento inadequado já foi, inclusive, alvo de reuniões no comando da Polícia Civil. José Carlos de Oliveira também move vários processos contra o Comércio. Todos por ter se sentido ofendido em sua honra ou imagem ao ver seu trabalho como delegado de polícia criticado. A representação feita contra os dois repórteres é apenas mais um desses episódios. "A única coisa que fiz foi narrar exatamente o que presenciei no plantão policial naquela noite. Não podia fingir que nada aconteceu. Não ofendi a honra do cidadão José Carlos de Oliveira, apenas expus a postura do delegado José Carlos de Oliveira", disse a repórter Renata Modesto. Os profissionais do Comércio ainda não foram notificados oficialmente pela Justiça sobre a existência da ação penal. "Assim que o forem, tomaremos as medidas cabíveis em suas defesas, inclusive, se necessário impetraremos habeas corpus no Tribunal de Justiça", disse Setímio Salermo, advogado e consultor jurídico do GCN. O PROMOTOR O promotor de Justiça Claudemir Aparecido de Oliveira não foi encontrado para comentar a decisão de indiciar os jornalistas do Comércio com base em uma lei suspensa. Ele foi procurado no início da noite de sexta-feira em seu gabinete no Fórum, onde ninguém atendeu ao telefone. Seu nome não consta da lista telefônica.

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