PM confirma em depoimento: foi xingado pelo delegado José Carlos


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O policial responsável pela prisão do andarilho acusado de agressão, Marcelo Tristão Museti, confirmou, em depoimento dado à polícia, o descontrole do delegado José Carlos de Oliveira em 27 de dezembro de 2007. Naquela noite, Marcelo estava em serviço quando ouviu um chamado no rádio de comunicação da Polícia Militar relatando um caso de agressão na Rua Francisco Paula Quintanilha Ribeiro. Segundo as informações passadas ao PM, um homem teria flagrado sua mulher transando com outro. Inconformado, teria agredido os dois. O policial militar Marcelo dirigiu-se ao local para atender à ocorrência e, chegando lá, encontrou um ferido grave e uma mulher machucada. Ao fazer a ronda nas proximidades, prendeu o andarilho e o levou para o Plantão, onde estava o delegado José Carlos de Oliveira. Marcelo Museti disse em depoimento que, ao chegar à delegacia, foi direto falar com o delegado José Carlos de Oliveira e narrou os fatos ocorridos. Diante da incerteza sobre a gravidade das agressões provocadas pelo andarilho e sem saber se o indiciaria por lesão corporal ou tentativa de homicídio, o delegado ordenou que o PM conduzisse o acusado até a cela onde este aguardaria sua decisão. Depois de cumprir a ordem, Marcelo retornava pelo corredor quando cruzou com a equipe de reportagem do Comércio e começou a conversar com a repórter Renata Modesto. Foi neste momento que José Carlos apareceu. "Ele surgiu repentinamente, gritando e empurrando a mim e à repórter do jornal, dizendo que no Plantão quem mandava era ele e que eu não tinha autoridade para prender ninguém", disse o policial militar. Segundo o PM, o delegado José Carlos de Oliveira, muito alterado, o teria ainda chamado de "policialzinho de merda" e ameaçado prendê-lo por "abuso de autoridade". O PM disse ter ficado bastante surpreso com a atitude do delegado. "Ele entrou na cela, retirou o preso e o entregou para mim. Eu, então, o levei para uma viatura policial que estava em frente à delegacia e avisei meu comandante. Disse que o delegado estava muito alterado. Meu comandante veio ao local e conversou com o delegado e ele aceitou que a ocorrência fosse registrada por outros policiais". Marcelo, que é policial há mais de 12 anos, disse que nunca antes havia presenciado cena como a vivida no dia 27 de dezembro, no plantão policial comandado pelo delegado José Carlos de Oliveira.

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