O gato


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O gato é um pequeno mamífero felídeo descendente do gato selvagem com origem na África e sudoeste da Ásia. Consta ter sido domesticado no Egito há mais de 4 mil anos. No jogo do bicho o número 14 corresponde ao gato, cujas dezenas no palpite indicado para hoje são representados por 53, 54, 55 e 56. Também pode ser cavalo sem raça definida ou pedigree, inscrito nas corridas de uma sociedade que exige a qualificação de puro-sangue. Aos indivíduos espertos ou ligeiros, ladrão, gatuno e batedor de carteira se pode dar a alcunha de gato. Titulo que se dá também à mulher inconstante, leviana. No Nordeste, a mulher que vive maritalmente com homem sem ser casada, também é gato. Quando ouvimos que "tem um gato aqui", quer-se dizer que houve erro, engano, logro, que foi instalada uma gambiarra para furtar energia elétrica. A frase poderia ter sido pronunciada por um fiscal encarregado de setor, não fosse uma nota de dez para torná-lo cego, mudo, compreensivo e paciente. No País alegre em que vivemos, cantando e pulando Carnaval, não há como contrariar a felicidade, deve-se dela fazer parte, e desfrutar em igualdade de condições as benesses que o pródigo Brasil nos enseja. A imprensa noticia que Billy foi incluído no Bolsa Família em Mato Grosso do Sul, cidade de Antônio João – 300 km de Campo Grande – para receber a vergonhosa esmola de que tanto se vangloria nosso manda-chuva – o Lula – aquele que sente azia ao ler jornal, mas que adora o ato comprável de voto de aprovação. Quem é Billy? O gato de estimação de uma família beneficiada pela bolsa, cujo chefe, Eurico Siqueira da Rosa, é coordenador do programa do governo em sua cidade. No registro de inscrição o ilustre animal ganhou sobrenome, data de nascimento, cartão magnético e outros requisitos exigidos pelo benefício. Recebia R$ 20 por mês. Descoberta a tramóia, Rosa, o dono do animal-gato Billy Flores da Rosa, reconheceu a prevaricação exonerando-se do cargo obtido na municipalidade por concurso. Era inocente o gato Billy Rosa, causa do desemprego de seu dono por tão mísera espórtula. Incompetente, o homem Rosa, desejou muito pouco ao ser modesto péssimo seguidor dos exemplos grassando no país com origem nos importantes corredores da república. Por falar em exemplo, me lembro de outros tempos quando era exigida em certas pretensões a folha corrida ou atestado de boa conduta expedidos pela polícia para indicar ausência de mancha nos comportamentos pessoais. Não sei se ainda é hábito a exigência, dela não tenho notícias, no entanto, é líquido certo e legítimo o direito de registro de candidaturas a cargo eletivo mesmo que dezenas de processos estejam em andamento no Judiciário contra os pretendentes às imunidades conferidas pelos cargos. Convido o caro leitor a uma reflexão: de quantos nomes em evidência na mídia e na política nacional se lembra, por envolvimento em falcatruas? Quantos não teriam folha corrida limpa, atestado de boa conduta expedido de maneira legal e honesta? Vivemos permanentemente em tempo de Carnaval. Rindo e cantando para aplaudir Renan Calheiros, reinando novamente no Senado, determinando quem presidirá a casa para recair em seu parceiro José Sarney. Memória fraca do povo sobre escândalos no Senado em 2007. Rindo e cantando seguimos aplaudindo Palocci – em silêncio. Pulamos nosso carnaval da alegria com Paulinho da Força (BNDS), com o banqueiro Daniel Dantas, com Marcos Valério e Zé Dirceu (mensalão). O espaço não suporta os outros. São tantos... Garcia Netto Jornalista

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