Produtores reclamam que Leite Nilza interrompeu pagamento há 3 meses


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DEMORA - Imagem mostra vaca sendo ordenhada em fazenda da região. Produtores reclamam que estão sem receber
DEMORA - Imagem mostra vaca sendo ordenhada em fazenda da região. Produtores reclamam que estão sem receber
Produtores de leite da região de Franca, fornecedores da Indústria de Alimentos Nilza, com sede em Ribeirão Preto, reclamam que a empresa interrompeu o pagamento a eles há três meses. A companhia não retornou às ligações da reportagem para dar sua versão dos fatos. Os produtores também dizem que não conseguem uma posição da indústria. Como não foram divulgados dados oficiais, nem mesmo os pecuaristas sabem quantos vivem o problema na região. Só em Claraval (MG) eles estimam que mais de cem produtores aguardem pelo pagamento. Desde dezembro de 2008, a indústria negocia as dívidas com fornecedores. Segundo a Gazeta Mercantil, no final do ano passado, o endividamento da empresa era de R$ 200 milhões. O presidente da Nilza, Adhemar de Barros Neto, disse à Gazeta que a dívida de “R$ 170 milhões é de longo prazo e o restante refere-se à perda de 60% do capital de giro”. Do montante, R$ 6 milhões seriam devidos aos fornecedores. A própria Tetrapark, fornecedora de embalagens, estaria exigindo pagamento à vista, o que derrubou a captação de leite à metade da capacidade da empresa. Na região, os produtores relatam uma situação complicada e reclamam da falta de pagamento. Entre eles está Aurival Honório Cintra de Claraval que espera, desde novembro, R$ 5 mil. “Tive que pedir empréstimo para pagar minhas contas que se acumularam”. Em Claraval, os produtores vendem para a Coonai (Cooperativa Nacional de Controle de Qualidade Ltda.) que revende para a Nilza “Estou esperando receber, mas a Coonai alega que o problema é com a Nilza”. O pecuarista Renato Gonçalvez da Silva, 25, de Ribeirão Corrente, disse que também não sabe mais o que fazer para receber. Silva explicou que forneceu leite para a Nilza nos últimos seis meses e, em outubro do ano passado, o pagamento teria começado a a atrasar. “Tenho R$ 2 mil para receber. Telefonei várias vezes e a informação que me passam é que a empresa não tem dinheiro em caixa”. Desanimado e com contas a pagar, Silva começou a trabalhar com outra cooperativa. A reportagem entrou em contato com a Leites Nilza para obter mais informações sobre o problema. A assessoria de imprensa disse que enviaria uma nota esclarecedora. Durante toda a tarde, a assessoria foi procurada pelo menos quatro vezes. Até o fechamento desta edição, nenhuma nota foi enviada à Redação assim como nenhum outro tipo de retorno.

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