Prisão de acusados de matar comerciante é prorrogada


| Tempo de leitura: 2 min
Os dois acusados de participar do assassinato do comerciante Silvimar Gomes vão continuar presos. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) conseguiu, na tarde de ontem, prorrogar a custódia do menor, de 14 anos, por mais cinco dias e a prisão temporária do desempregado AMD, 19, por 30 dias. O delegado Márcio Murari, da DIG, disse que há fortes indícios de que ambos participaram do crime. A polícia encontrou na casa onde moravam a blusa da vítima, uma faca e uma serra com sangue. Todos os materiais foram recolhidos para análise. Para o delegado, os dois não são os únicos envolvidos. “Trabalhamos com a hipótese de que mais pessoas participaram deste bárbaro crime. Não podemos dar maiores detalhes para não prejudicar a investigação”. O corpo do comerciante Silvimar Gomes Filho, 56, foi encontrado na quinta-feira enterrado a poucos metros da porta da cozinha do sítio de propriedade da família Gomes, na Estrada do Caetetu, zona rural de Ribeirão Corrente. Ele foi assassinado com 17 facadas e teve o corpo mutilado. Os antebraços e o órgão genital foram decepados e não foram localizados. As investigações para descobrir as razões do crime e desvendar o nome de todos os envolvidos prosseguiram ontem. Novas diligências em busca de pistas e informações foram realizadas nas imediações do Jardim Aeroporto III, onde moravam os dois acusados presos e onde foi encontrada a moto da vítima. O apartamento em que o comerciante morava, no Parque Dom Pedro, também foi vistoriado. Uma agenda particular foi apreendida. “Os dois acusados resolveram colaborar e as provas colhidas hoje (ontem) nos ajudaram muito no esclarecimento deste assassinato. Infelizmente, para não atrapalhar a investigação, não posso dar detalhes”. Com base no testemunho de um sitiante que viu Silvimar chegando ao sítio por volta das 8h30 de sábado, a polícia acredita que ele tenha sido dominado e morto no interior da propriedade rural. “Os autores do crime sabiam que ele estava no local e ali cometeram o crime”, disse Murari. O delegado descartou um possível elo entre a vítima e os dois suspeitos que estão detidos. Declarou que ouviu familiares, amigos e vizinhos e todos negaram que o comerciante estivesse recebendo qualquer tipo de ameaça. Disseram que a rotina dele era pacata e sem qualquer atividade noturna, se referindo aos boatos de que ele frequentava bares do Jardim Aeroporto.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários