Para as polícias Civil e Militar, não há razões para alarde. Membros das duas corporações não acreditam que haja uma incidência atípica de crimes no Complexo Aeroporto. O comandante da Força Tática da PM, capitão Alexandre Wellington de Souza, disse que a violência não está concentrada somente naquela região.
O oficial disse não acreditar que exista crime organizado naquela região da cidade. “Eu desconheço (a existência de) facções criminosas”, afirmou. Em seguida, disse que a área é “tranquila” e não oferece problemas para que a PM realize o policiamento preventivo. “Infratores da lei existem em todos os lugares”.
O delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Adolfo Domingos, afirmou que “não pode admitir que exista crime organizado no local”. O policial, porém, reconheceu a força que os criminosos exercem sobre a população. “As pessoas têm que sair pra trabalhar. E a criança fica. Sem uma atividade (...) é arrebanhada pelo tráfico”, disse.
Para Domingos, outro problema - também relacionado à pressão dos bandidos sobre as outras pessoas - é que os crimes muitas vezes não são comunicados à polícia. “Nós não somos onipresentes. Se a população não soltar a voz não tem como a gente agir (...) A pessoa não quer se envolver. Ela não vem a delegacia. Não quer ir ao Fórum”, afirmou.
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