Uma experiência única e transformadora. A francana Mara Paludetto, 41, jamais esqueceu das mais de dez viagens que fez para Índia - dividida entre as tradições milenares e traços do crescimento econômico. Entre 1996 e 2000 ela costumava visitar o país mais de uma vez ao ano para comprar artigos locais - especialmente roupas - e vendê-los no Brasil.
As frequentes idas a Agra e Deli, a segunda maior cidade indiana depois da capital Mumbai, sempre acabavam se convertendo em uma vivência profunda e diferenciada. “Não fui para muitas cidades porque não dava tempo”, afirma Mara, que explica também sobre muitas das características observadas no País de Mahatma Gandhi - líder da resistência pacífica contra a colonização britânica na década de 1940 - e Shiva - uma das divindades do hinduísmo, a religião predominante na Índia.
Mara relata que logo no aeroporto já era possível sentir o cheiro forte das especiarias e um calor intenso. Pelas ruas o barulho constante, com muitos carros e gente comercializando produtos de todo gênero, enquanto elefantes, vacas e camelos circulam normalmente. “O trânsito é caótico, todo mundo buzina ao mesmo tempo”. Recorda-se também que os mais velhos ainda usam roupas tradicionais, como túnicas e kaftas, enquanto os jovens já estão aderindo à calça jeans. “As mulheres são muito vaidosas, estão sempre carregadas de brincos e com maquiagem. As mais ricas usam ouro”.
Os lugares de que a francana mais se recorda, além do Taj Mahal - mausoléu localizado em Agra e eleito uma das novas sete maravilhas do mundo - são o Memorial do Gandhi, templos religiosos e um movimentado centro comercial em Janpath, uma das principais estradas de Deli, onde as lojas são estreitas e existem comerciantes sentados no chão.
O aprendizado obtido através da proximidade com o diferente modo de vida foi grande. Mara teve a possibilidade de conhecer um povo extremamente ligado à espiritualidade e fez amigos. “Até hoje tenho contato com Ramesh, um importador que vem sempre para o Brasil”.
A viagem pede alguns cuidados. Mara Paludetto explica que não há problema em andar pelas ruas. “Não vi roubo nem demonstrações de violência. O povo indiano é muito hospitaleiro e pacífico”. Porém o recomendável sobretudo na primeira vez é chamar guias disponíveis nos hotéis.
Comida e água também são coisas a serem atentadas. Se for experimentar qualquer iguaria típica, fique esperto, já que o indiano adora pimenta. Além disso evite comer alimentos vendidos na rua, pois o risco de contaminação é grande. O mesmo acontece com a água. Se for beber, somente compre garrafas lacradas.
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Apesar de fazer mais de oito anos desde a última vez que visitou a Índia, Mara se recorda que, na época, quando o dólar estava mais baixo, gastava em média R$ 4 mil. No valor estava incluso o preço da hospedagem no Hotel Nerulas (Deli), com direito a restaurante vegetariano, mais as passagens aéreas.
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